TNC e Bunge apresentam resultados do projeto Caminhos Sustentáveis no Sudoeste do Pará

Em cinco anos, a iniciativa contribuiu com o fortalecimento das capacidades locais para a gestão territorial e o controle do desmatamento na região

 

Itaituba, 01 de setembro de 2017 -  Nesta quarta-feira (30), a The Nature Conservancy (TNC), maior organização ambiental do mundo, e a Bunge Brasil, uma das maiores empresas de agronegócio e alimentos do país, apresentaram os resultados de quase cinco anos do projeto Caminhos Sustentáveis para as prefeituras de Itaituba, Rurópolis e Trairão, no Sudoeste do Pará. Desde 2013, a iniciativa contribui com o fortalecimento das capacidades locais para a gestão territorial e o controle do desmatamento na região sudoeste do Pará, considerada uma nova fronteira logística para exportação de grãos, em especial a soja produzida na região Centro-Oeste do Brasil. Para produtores e representantes de governos municipais, o evento foi uma oportunidade de conhecer melhor os avanços ambientais obtidos regionalmente, bem como entender as ferramentas para superar os desafios do desenvolvimento sustentável local.

Um importante resultado da iniciativa foi o mapeamento e expansão do Cadastro Ambiental Rural (CAR), bem como o diagnóstico das capacidades locais de governança territorial, que auxiliam a melhor implementação de diferentes projetos de desenvolvimento previstos para a região.

Outro avanço importante, consolidado nesta quarta-feira (30), foi a entrega às Prefeituras de Itaituba, Rurópolis e Trairão de um aplicativo gratuito que ajudará os municípios a planejar a expansão agropecuária sustentável em seu território e a monitorar o desmatamento. O Portal Ambiental Municipal (PAM) é uma ferramenta criada pela TNC, para apoiar governos e produtores na conservação dos recursos naturais. Ele permite a integração de informações ambientais baseadas em Sistema de Informação Geográfica (SIG), como mapas de uso do solo, cobertura vegetal, hidrografia, malha viária, limites dos municípios, imóveis rurais, unidades de conservação, terras indígenas e assentamentos rurais. Além disso, o PAM também otimiza a gestão de dados sobre as propriedades, possibilitando que produtores rurais e técnicos, por meio de um cadastro prévio, possam obter o diagnóstico ambiental do imóvel rural e a obtenção de informações atualizadas para a elaboração do CAR.

“Nos últimos anos, o CAR avançou enormemente no Brasil, mas agora ele precisa ser utilizado em toda sua potencialidade. Os governos precisam ser capazes de aplicar os dados que obtiveram, em ações mais eficientes de controle do desmatamento, mas também de coordenação dos esforços de restauração florestal”, explica Teresa Moreira, especialista em Governança Ambiental da TNC.

Na região Sudoeste do Pará, a ferramenta terá um papel importante na conservação ambiental da floresta e dos rios daquele trecho da Amazônia, já que a expansão da soja e a ampliação da infraestrutura logística podem gerar emprego e renda para os municípios da região, mas têm que ser bem planejadas e levar em conta os interesses das comunidades que vivem nesses locais. Nesse sentido, ampliar a capacidade de gestão e planejamento dos governos municipais é fundamental para se evitar danos socioambientais.

“O projeto Caminhos Sustentáveis vem cumprindo um importante papel na capacitação dos governos da região, que são atores chave na busca pelo equilíbrio entre os aspectos econômico, ambiental e social”, ressalta Michel Santos, Diretor Global de Sustentabilidade da Bunge.

A entrega do PAM às prefeituras do Sudoeste do Pará faz parte de um conjunto de avanços já obtidos pelo projeto Caminhos Sustentáveis, que atua também no Oeste da Bahia e em Mato Grosso.

 

Avanços do projeto Caminhos Sustentáveis no Sudoeste do Pará

 

·         Apoio à elaboração da Lei do ICMS Verde de Trairão (Lei Municipal 300/2016), que regulamentou a aplicação de recursos estaduais na gestão ambiental municipal;

·         Capacitação de técnicos dos governos municipais, da EMATER (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Pará) e do IFPA (Instituto Federal do Pará) para usarem o PAM como ferramenta de monitoramento do desmatamento;

·         Primeiro treinamento para o uso do Sicar-PA (sistema estadual do CAR) e do PRA (Plano de Recuperação Ambiental) realizado no Estado do Pará;

·         Identificação da área de influência das externalidades do Porto Miritituba, dos impactos ambientais potenciais e de áreas terrestres e aquáticas vulneráveis ?/críticas;

·         Desenvolvimento de sistema de monitoramento do solo e cobertura do solo para municípios de Itaituba, Trairão e Novo Progresso;

·         Elaboração de Base cartográfica e mapa de uso da terra;

·         Estabelecimento de um sistema integrado de monitoramento de incêndios e degradação;

·         Avaliação e melhoria da capacidade e planos para uma governança territorial de Itaituba, Trairão e Novo Progresso;

·         Promoção de acordos contra o desmatamento com diferentes partes interessadas.

 

Sobre a The Nature Conservancy (TNC):  A The Nature Conservancy é a maior organização de conservação ambiental do mundo. Está presente em mais de 60 países, adotando diferentes estratégias com a missão de conservar as terras e águas das quais a vida depende. No Brasil, onde atua há mais de 25 anos, a TNC promove iniciativas nos principais biomas, com o objetivo de compatibilizar o desenvolvimento econômico e social dessas regiões com a conservação dos ecossistemas naturais. O trabalho da TNC concentra-se em ações ligadas a Agropecuária Sustentável, Segurança Hídrica e Infraestrutura Inteligente, além de Restauração Ecológica e Terras Indígenas.

 

Sobre a Bunge: A Bunge trabalha diante de um dos maiores desafios do mundo contemporâneo: garantir de forma sustentável a alimentação de uma população em constante crescimento. No Brasil há mais de 112 anos, a empresa é a maior exportadora do agronegócio e uma das principais no setor de alimentos e ingredientes. São cerca de 17 mil funcionários, que atuam para contribuir com a produção de alimentos e fazer com que produtos de alta qualidade cheguem à mesa de milhares de consumidores todos os dias. Eleita a empresa sustentável do ano de 2015 pelo Guia Exame de Sustentabilidade e reconhecida pela revista Você S/A como uma das 150 melhores empresas para se trabalhar, a Bunge compra e processa grãos, como soja, trigo e milho; produz alimentos, como óleos, margarinas, maioneses, azeite, arroz, farinhas de trigo, molhos e atomatados; presta serviços portuários; produz açúcar, etanol e bioenergia. São mais de 100 instalações no Brasil, entre fábricas, usinas, moinhos, portos, centros de distribuição e silos, em 17 estados e no Distrito Federal. Marcas como Soya, Delícia, Primor, Salada, Cardeal, La Española, Salsaretti, Suprema e Gradina fazem parte da história de milhares de pessoas e de uma das maiores empresas de agronegócio e alimentos do Brasil.

 

Informações à imprensa

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Bunge Brasil

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