Projeto Inédito da Bunge Viabiliza Renda a Produtor Que Preservou Floresta Nativa No Brasil


São Paulo, 12 de junho de 2012 - A partir do segundo semestre de 2012, o Brasil gerará créditos de carbono em uma área de floresta nativa no bioma amazônico, localizada em propriedade privada. Até então, a maior parte dos créditos de carbono florestais eram provenientes de áreas públicas ou de florestas plantadas.

 

Esse projeto inédito, realizado pela Florestal Santa Maria em parceria com a Bunge, por meio da divisão Bunge Environmental Markets (BEM), trata da redução de emissões por desmatamento e degradação (sigla REDD, do inglês). Aplica-se às emissões evitadas pela manutenção da floresta nativa em pé, iniciando uma nova fase na geração de créditos de carbono no país, com a valorização real desta vegetação. Os créditos de carbono têm valor comercial e podem gerar recursos financeiros significativos, representando um verdadeiro impulso na Economia Verde, que é o principal tema da Rio +20, conferência da ONU (Organização das Nações Unidas), que será realizada esse mês no Brasil.
 

A área, localizada no município de Colniza (Norte do Estado do Mato Grosso), possui uma grande diversidade de pássaros e de espécies vegetais, que foram preservadas e mantidas, por anos, em propriedade privada. A preservação da mata permite a geração de créditos de carbono e a criação de novos postos de trabalho na região. "Esta iniciativa materializa o valor da manutenção da vegetação nativa, da preservação de biomas e do manejo sustentável da floresta", destaca Adalgiso Telles, diretor de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da Bunge Brasil.


A princípio, o projeto terá duração de 30 anos e evitará uma emissão total da ordem de 30 milhões de toneladas de CO ² , ou cerca de 1 milhão de toneladas de CO ² por ano. Além de aplicar seu conhecimento técnico, garantindo a qualidade e o alinhamento da iniciativa com as diretrizes oficiais do mercado voluntário de carbono (VCS - Verified Carbon Standard), a Bunge também firmou um compromisso de compra de parte dos créditos de carbono, permitindo a negociação antecipada. "Os acionistas da Florestal Santa Maria se sentiram ainda mais motivados a realizar o projeto, em função do suporte técnico especializado e do compromisso de compra efetivados pela Bunge Environmental Markets", afirma Telles.
 

A Bunge, que atua na cadeia de alimentos, do campo à mesa do consumidor, tem grande foco em sustentabilidade e possui uma plataforma global, em que um de seus quatro pilares trata de emissões e dos seus efeitos nas mudanças climáticas. Além de ter sua matriz energética no Brasil com mais de 90% de fontes renováveis, a empresa vislumbra que até 2016 sua produção de bioenergia gerará eletricidade equivalente ao consumo de uma cidade de 4 milhões de habitantes.
 

Somente em 2011, projetos da Bunge no mercado de carbono no Brasil possibilitaram créditos comercializáveis, que ultrapassaram em 20% as próprias emissões da empresa no país. "O foco em sustentabilidade, além de todos os benefícios nas áreas socioambientais, permite também viabilizar retornos financeiros com base nos princípios preconizados pela economia verde. Iniciativas dessa natureza é que podem, efetivamente, garantir resultados sustentáveis a longo prazo", conclui Telles.

 




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