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Do campo até a mesa

A Plataforma de Sustentabilidade da Bunge promove o desenvolvimento sustentável em todos os elos da cadeia de valor, da produção agrícola ao consumo de alimentos pela população

Fabricante de fertilizantes, alimentos e etanol, a Bunge entende que a sustentabilidade deve estar presente em todos os elos da cadeia de valor, que começa com a produção agrícola em todas as regiões do País e vai até o consumo de alimentos pela população.

A Plataforma de Sustentabilidade da Bunge permite que a empresa leve esse conceito para a prática, com ações concretas para conscientizar fornecedores e clientes, investir em inovação e pesquisas, oferecer produtos seguros e saudáveis, reduzir as emissões de gases causadores de efeito estufa e concentrar esforços para que o crescimento econômico se mantenha equilibrado, com o respeito ao meio ambiente e à justiça social.

Entenda a Plataforma de Sustentabilidade

A Plataforma de Sustentabilidade da Bunge é um esforço global do grupo para que seu desempenho seja aprimorado em quatro frentes principais: Agricultura Sustentável, Efeitos Climáticos, Dietas Saudáveis e Redução de Resíduos. Construída com o auxílio de consultorias especializadas e do diálogo com a sociedade, ela permite à empresa ter melhor controle sobre externalidades e maior dedicação aos assuntos apontados pelas análises de materialidade, elaboradas a partir da consulta e da identificação das demandas de seus principais stakeholders.

Na agricultura, uma das atividades humanas de maior interação ambiental, a Bunge deve sensibilizar os produtores rurais e auxiliá-los em sua capacitação para que produzam de modo a diminuir os impactos ambientais e maximizar o desempenho no uso de recursos naturais.
As mudanças climáticas e o risco do aquecimento global podem trazer impactos significativos para a produção de alimentos em todo o mundo e, por isso, a Bunge considera esse um fator-chave para suas análises em sustentabilidade.
Outra importante frente de atuação é a oferta de produtos alimentícios seguros e benéficos à saúde dos consumidores. A Bunge trabalha para identificar as necessidades de seus clientes e disponibilizar alimentos cada vez melhores no mercado, dentro do conceito de dietas saudáveis.
A empresa, além disso, tem desenvolvido mecanismos para reduzir os resíduos gerados nos processos industriais e ampliar o uso racional de água e de outros recursos não renováveis no gerenciamento de sua eficiência operacional.

Promovendo a sustentabilidade no setor sucroalcooleiro

Aperfeiçoar a produção agrícola é o primeiro passo para a construção de uma cadeia de alimentos sustentável. A expansão da companhia na área de Açúcar & Bioenergia, com a operação de usinas em São Paulo, Minas Gerais, Tocantins e Mato Grosso do Sul, levou a Bunge a aumentar sua preocupação em disseminar conceitos e práticas da sustentabilidade para o setor, bem como entender melhor suas particularidades.

No início de 2009, representantes de dez usinas estiveram reunidos em um workshop, promovido pela Bunge na cidade de Ribeirão Preto (SP), para debater os desafios setoriais e a necessidade de agregar valor à produção. Especialistas da Universidade de São Paulo (USP) abordaram temas como a importância da sustentabilidade para o mercado de etanol, apresentando indicadores e os desafios existentes. Já os representantes da certificadora internacional SGS trataram das principais tendências internacionais de certificação, dos riscos de barreiras não tarifárias e dos diferenciais do mercado brasileiro.

A Bunge também aderiu ao compromisso proposto pelo Governo Federal para aperfeiçoar as condições de trabalho no setor canavieiro. As principais diretrizes dizem respeito a medidas para garantir a saúde e a segurança dos trabalhadores, assim como para a contratação direta dos profissionais, premissas que já faziam parte da política do grupo.

Para avaliar diretamente os desafios do setor, a empresa participou de painéis de stakeholders de outras usinas, colaborando na gestão setorial e aproveitando o conhecimento gerado para avaliar suas próprias atividades emergentes. Além de aplicar a política de sustentabilidade em seus negócios de Açúcar & Bioenergia, aumentando o padrão de governança no setor, a Bunge promove um desdobramento especial de sua política, aplicada especificamente nesse negócio. Durante o ano de 2010, estão em andamento no negócio todos os acompanhamentos e critérios aplicados pela empresa às suas operações, incrementando o que já vinha sendo feito até então pelas empresas operantes e recentemente adquiridas.

A Bunge criou, também, um Comitê de Sustentabilidade específico para o negócio de Açúcar & Bioenergia. O comitê busca não apenas a excelência nas operações internas, mas também no relacionamento com fornecedores agrícolas e no manejo das plantações, a fim de que a agricultura sustentável seja um pilar mestre para o negócio. Assim, grupos de trabalho e ações dirigidas tornam possível a expansão da área sobre bases sólidas e com segurança em toda a cadeia produtiva.

Com a recente expansão dos negócios, por meio da aquisição de cinco usinas do Grupo Moema, a Bunge enfrenta o desafio de levar ao setor de Açúcar & Bioenergia a experiência na gestão em sustentabilidade acumulada em outras cadeias produtivas do agronegócio. Para tanto, a empresa implementou um profundo processo de análise e diagnóstico de todas as fragilidades do sistema, com o auxílio de auditoria realizada por empresa especializada. Assim, os principais temas de relevância, conforme avaliado por benchmarking setorial, bem como pelo estudo minucioso das práticas do segmento, puderam ser enquadrados em análise de riscos em sustentabilidade.

Com isso, o mapeamento completo das necessidades de melhoria pôde ser realizado, criando planos de ação por unidade produtora em todas as oito usinas da Bunge.

Entre os principais pontos trabalhados está a revisão dos contratos e das relações comerciais com fornecedores, incluindo novas cláusulas, que promovam maior respeito à legislação ambiental e aos direitos humanos. Ainda que o setor tenha evoluído nos últimos anos, a Bunge busca incrementar as ferramentas de governança, para atingir um patamar de excelência que se diferencie perante as principais diretivas internacionais estudadas para agricultura sustentável e produção de biocombustíveis. O foco é criar um diferencial competitivo, baseado na gestão em sustentabilidade.

As lideranças das usinas também estão envolvidas no processo, por meio de treinamentos abrangentes, rodadas de discussões, estabelecimento de metas operacionais e readequação aos negócios quando qualquer divergência é encontrada. Além da melhor compreensão sobre as necessidades, a nova forma de atuar no setor é um reforço ao aprendizado e aprimoramento aos novos processos: a Bunge promove consultas públicas, interagindo com as comunidades e outros públicos de interesse em suas operações, a fim de identificar ações necessárias para gerar riqueza compartilhada nos locais onde atua. Dessa forma, a empresa evita o assistencialismo e investe em parcerias e projetos sustentáveis. A realização do Workshop de Sustentabilidade, com participação de vários setores (academia, investidores, certificadores, associações e representantes da sociedade civil), foi outro marco para o aprimoramento da gestão e o alinhamento estratégico para os negócios.

Disseminando boas práticas

Desde que optou por participar ativamente do setor sucroalcooleiro, a empresa empenha-se na disseminação de boas práticas em suas novas operações, parceiros e fornecedores, ainda que isso represente uma ruptura com o modelo anterior vigente no segmento: atenção especial tem sido dada aos temas Reserva Ambiental Legal, Áreas de Proteção Ambiental Permanente, Condições de Trabalho Degradante, Desmatamentos Indiretos e questões de demarcação de terras indígenas.

Como destaque, podemos citar:

  • A participação no Plano de Desenvolvimento do Tocantins, com ênfase em Pedro Afonso, em parceria com o governo local e com suporte da Fundação Dom Cabral, no qual comunidade e empresa alinham os papéis e deveres de cada um;
  • Aquisição de 30.000 hectares para preservação ambiental naquele estado, somando quantidade maior que a necessidade de reservas legais, a fim de criar um legado de biodiversidade às gerações futuras;
  • Rompimento de contrato com fornecedores em descumprimento à legislação trabalhista nos estados de São Paulo e Minas Gerais;
  • Estudo, no Ministério Público, de soluções para necessidades indígenas sob influência direta ou indireta de operações no Mato Grosso do Sul, a fim de fortalecer o desenvolvimento sustentável a todas as etnias e populações.
  • Considerando a GRI como importante ferramenta de gestão, a Bunge está implementando tais indicadores também no segmento de Açúcar & Bioenergia, o que promove melhor governança, avaliação de riscos e alinhamento com as demais unidades de negócio da empresa no Brasil. Assim, a sustentabilidade se fortalece, na prática, como forma de gerir o negócio e suas externalidades, trazendo retornos financeiros e responsabilidade socioambiental.

Política de Sustentabilidade aplicada ao negócio de
Açúcar & Bioenergia

  • Adequação das operações próprias e de fornecedores ao código florestal vigente.
  • Uso das mais modernas tecnologias operacionais.
  • Análise de impacto socioambiental das operações.
  • Respeito, para toda a cadeia de fornecimento e operações próprias, ao zoneamento agrícola oficial.
  • Valorização de mão de obra local e repúdio a práticas de trabalho inseguro ou penoso, exploração de mão de obra infantil e situações análogas ao trabalho escravo na cadeia de fornecimento.
  • Implantação de comitê de segurança e gestão de crise para as operações.
  • Estimular a capacitação dos funcionários.
  • Buscar promover centros de educação ambiental.
  • Maximização da utilização de fontes alternativas de energia, derivadas da biomassa do bagaço, da palha e da cogeração de energia elétrica.
  • Promoção da rastreabilidade da produção.
  • Contratos com fornecedores devem ter cláusulas de respeito ambiental e social.
  • Incentivo ao protagonismo social, pela prática da cidadania corporativa.

Compromissos para aperfeiçoar as condições de
trabalho no setor canavieiro

  • Contratar diretamente os trabalhadores com registro em CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social).
  • Proporcionar acesso dos trabalhadores de outras regiões a meios de comunicação nos alojamentos, para facilitar o contato com a família.
  • Adotar melhores práticas de gestão em saúde e segurança e valorizar a CIPATR (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho Rural).
  • Fornecer gratuitamente EPI (equipamentos de proteção individual).
  • Garantir a realização de duas pausas coletivas por dia, sendo uma no período da manhã e outra no da tarde.
  • Fornecer transporte seguro e gratuito aos trabalhadores para as frentes de trabalho.