Efeitos Climáticos

Desafio

manter rígidos padrões de qualidade dos fertilizantes, para contribuir com a qualidade da produção de alimentos, e criar mecanismos para reduzir o impacto de suas atividades.

Ação

A Bunge renovou sua participação nos projetos MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) por mais sete anos, investiu para melhorar a eficiência operacional, aumentou a utilização de energia vinda de fontes renováveis e assumiu posição de vanguarda ao entrar no ainda incipiente mercado de créditos de carbono de origem florestal.

Resultado

Os projetos MDL geraram cerca de 160 mil toneladas de carbono equivalente, o que representaria 77% das emissões da empresa no período, que, por sua vez, sofreram queda de 38,8% em 2010; o consumo de água teve sensível recuo e a energia vinda da biomassa atingiu 81% das necessidades operacionais. A empresa também passou a oferecer suporte técnico e financeiro para o projeto de créditos de carbono vindo de desmatamento evitado em áreas privadas no bioma da floresta Amazônica, que poderá gerar cerca de 16 milhões de créditos de carbono.

Qualidade de produção e redução de impactos

O planeta passa por mudanças climáticas perceptíveis, grande parte provocada pela emissão de gases de efeito estufa (GEEs) na atmosfera, que podem mudar os ciclos de chuvas e a temperatura, com consequências diretas na agricultura. Estudos da Embrapa mostram os riscos que essas alterações podem acarretar na produção de alimentos, como mudança em fatores climáticos, incluindo a frequência e severidade de eventos extremos, alteração da intensidade de colheita, maior ocorrência ou severidade de pragas e doenças, entre outros.

Diante da importância desse tema, a preocupação com os efeitos climáticos se tornou um dos pilares da Plataforma de Sustentabilidade da Bunge, considerando que a companhia pode sofrer os impactos dessas modificações, seja pela oscilação nos preços das commodities agrícolas ou pelo reflexo das mudanças para os produtores que negociam com a empresa - os dois principais fatores que poderiam comprometer sua capacidade de produção de alimentos e bioenergia.

Nesse cenário, a Bunge identifica dois desafios a serem vencidos: manter rígidos padrões de qualidade dos fertilizantes que comercializa, para contribuir com a qualidade da produção, e criar mecanismos para reduzir o impacto de suas atividades, o que engloba aumentar o controle de suas emissões de GEEs e buscar maior eficiência no consumo de água e energia, além de promover a utilização de melhores práticas agrícolas, minimizando os impactos das atividades rurais. As atividades agropecuárias são consideradas uma das maiores fontes de emissão de GEEs na economia brasileira, devido ao desmatamento e queimadas.

Energia renovável: meta é atingir autossuficiência até 2012

A Bunge não endossa tais práticas e tem trabalhado junto à sua cadeia de valor para que essas atividades sejam substituídas por práticas mais sustentáveis. Uma dessas iniciativas foi o apoio ao Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) e às pesquisas da Embrapa sobre o sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), que promove a recuperação de pastagens degradadas (leia mais no capítulo "Agricultura Sustentável").

Projetos MDL

Em 2010, os projetos MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) com participação da Bunge como financiadora ou compradora de créditos de carbono geraram cerca de 160 mil toneladas de carbono equivalente, em pequenas centrais hidrelétricas, usinas de álcool e produção de fertilizantes. A equipe de consultoria de créditos de carbono trabalhou na renovação do projeto MDL da planta de fertilizantes de Guará, o que estendeu sua validade por mais sete anos

A Bunge também assumiu posição pioneira ao entrar no ainda incipiente mercado de créditos de carbono de origem florestal. Em 2010, a companhia assinou memorando de entendimentos com uma empresa de manejo sustentável de floresta nativa, no qual se comprometeu a cooperar com suporte técnico e financeiro para o desenvolvimento e validação de projeto de créditos de carbono proveniente de desmatamento evitado em área privada do estado do Mato Grosso, contida no bioma da floresta Amazônica. Além da preservação de espécies nativas sob risco de extinção, o projeto poderá gerar cerca de 16 milhões de créditos de carbono, que se manteriam capturados na floresta nativa graças ao desmatamento que foi evitado.

Não existem comprovações científicas que permitam totalmente afirmar que o recente aumento das chuvas nas regiões Sul e Sudeste do Brasil seja uma consequência do aquecimento global. Contudo, com base nos estudos apresentados até agora, é possível presumir que o aumento dos gases causadores de efeito estufa na atmosfera pode causar alterações climáticas significativas, como estações mais chuvosas. A Bunge entende que esse fenômeno pode trazer fortes modificações, no longo prazo, para o agronegócio e para toda a sociedade, o que pode mudar o desempenho das culturas agrícolas no território brasileiro. Um estudo recente da Embrapa aponta para a possível mudança de aptidão agrícola de algumas regiões e, assim, um dos focos de atuação da empresa está voltado para a compreensão e a conscientização dos efeitos climáticos.

EC2

Redução de 38,8% nas emissões

Os resultados de 2010, que consolidam as emissões no escopo 1 e 2 do Protocolo de GEE apresentaram redução de 38,83% nas emissões. A drástica redução nos níveis de emissão decorre, principalmente, da venda das minas das unidades de Fertilizantes de Araxá (MG), Cajati (SP), Cubatão Planta 1 (SP) e Guará (SP), o que diminuiu as emissões da área de 146 mil toneladas para 25 mil toneladas. Em 2010, as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) no segmento de Fertilizantes foram calculadas com base em todas as atividades das Unidades de Mistura/Ensaque e Unidades Químicas, utilizando os fatores de emissões do IPCC, que englobam:

  • emissões diretas - provenientes da queima de combustível (diesel e/ou BPF e/ou óleo de xisto) ou biomassa (chip e cavacos) em pás carregadeiras, fornalhas e caldeiras, usadas no processo produtivo das unidades -; e
  • emissões indiretas - consumo (e não a demanda) de energia elétrica utilizada no processo produtivo das unidades.

Na área de Alimentos, a redução das emissões de gases de efeito estufa reflete o uso de energéticos com maior poder calorífico e menor impacto em emissões, além do aperfeiçoamento no desempenho dos equipamentos, com o objetivo de aumentar a produtividade, sem elevar o volume de gases emitidos.

Quantidade (t de CO2 equivalentes) Fertilizantes Alimentos Total Bunge
2007 128.927 180.823,41 309.750,41
2008 147.446 240.442 387.888
2009 146.959 194.248 341.207
2010 25.728 182.897,98 208.625,98
Diferença 2008-2007 18.519 59.619 78.138
Diferença 2008-2007 (%) 14% 33% 25%
Diferença 2009-2008 487 46.194 46.681
Diferença 2009-2008 (%) 0% 19% 12%
Diferença 2010-2009 121.231 11.350,02 132.581,02
Diferença 2010-2009 (%) 82,50% 5,85% 38,85%

As emissões de gases de efeito estufa (GHG) de 2010 no Fertilizante foram calculadas considerando todas as atividades das Unidades de Mistura/Ensaque e Unidades Químicas, utilizando-se os fatores de emissões do IPCC. As emissões consideradas para este cálculo serão: Emissões diretas - provenientes da queima de combustível (diesel e/ou BPF e/ou óleo de xisto) ou biomassa (chip e cavacos) em pás carregadeiras, fornalhas e caldeiras da utilizadas no processo produtivo das Unidades. Emissões indiretas - consumo (e não a demanda) de energia elétrica utilizada no processo produtivo das Unidades.

EMISSÕES DIRETAS E INDIRETAS (t de CO2e) (GRÁFICO)
Ano Emissões Porcentual
2008 387.888,53 + 25%
2009 341.208,60 - 12%
2010 208.625,98 - 38,85%

Performance na área de Açúcar & Bioenergia

As emissões de CO2 equivalente - decorrentes da queima de bagaço de cana e calculadas com base na contabilização do consumo de bagaço de forma teórica - utilizam como referência a eficiência garantida nos projeto de geradores e caldeiras.

O fator utilizado no cálculo é o fator de emissão estabelecido pela Cetesb. As emissões decorrentes do consumo de combustíveis foram calculadas conforme planilhas de controle de consumo dos postos de abastecimento das usinas e o fator de emissão do IPCC. Nesses contextos, as emissões acumularam em 2010:

  • Emissões decorrentes da queima de bagaço: 2.866.215,94 toneladas de CO2 equivalente;
  • Emissões decorrentes da queima de óleo diesel dos geradores: 2.723,48 toneladas de CO2 equivalente;
  • Emissões de CO2 equivalente decorrentes da queima de óleo diesel em máquinas e equipamentos da indústria: 2.793,11 toneladas (não foi possível quantificar esse número nas unidades de Monte Verde e Itapagipe, ambas em Minas Gerais, que serão contempladas no próximo relatório).

As emissões de CO2 equivalente indiretas, resultantes do consumo de energia elétrica, foram quantificadas com base no consumo de energia elétrica adquirida das usinas que não dispunham de capacidade de cogeração em algum período do ano. Como fator de emissão, foi utilizada a média dos fatores mensais estabelecidos pelo MCT (Ministério de Ciências e Tecnologia) para o ano de 2010, que considera a variação dos percentuais segundo a origem das fontes de energia elétrica da matriz brasileira. Levando-se em conta essas diretrizes, as emissões de CO2 equivalente indiretas da área de Açúcar e Bioenergia acumularam 169,46 toneladas de CO2 equivalente ao longo de 2010.

Nas demais unidades, o foco das contabilizações e metas de redução de emissões de GEEs são os três gases de maior relevância (CH4, N2O e CO2) no escopo de emissões diretas. Por esse motivo, os demais gases e escopos não são contabilizados em sua especificidade. De toda forma, tecnicamente, entende-se que, havendo iniciativas de reduções nos três principais, os demais também serão assimilados.

EN17

No setor de usinas, existe consumo de R22 nos equipamentos de ar condicionado, que precisariam ser considerados para apurar o total de emissões de substâncias destruidoras da camada de ozônio, por peso, conforme o Protocolo de Montreal. No entanto, ainda não foi possível quantificar esse número em todas as unidades. Na unidade de Santa Juliana (MG), esse consumo somou 28 kg no ano. As demais áreas de negócios não registram emissões significativas desse tipo associadas diretamente aos seus processos produtivos nem utiliza substâncias destruidoras da camada de ozônio.

EN19

As emissões de NOx e SOx são geradas apenas na queima de combustíveis em máquinas e equipamento da indústria e em geradores a diesel, o que equivale a menos de 0,3% de toda a energia consumida no segmento de Açúcar e Bioenergia. A Bunge não tem dispositivo para a medição dessas emissões, e não existem metodologias validadas para essas estimativas dentro das condições mencionadas.

A área de Alimentos não adota sistema para gerar esse indicador. O foco das medições e monitoramentos está na contabilização das emissões de GEEs. Na área de Fertilizantes, foram apuradas emissões significativas conforme a tabela a seguir:

EN20

Fertilizantes
Emissões (toneladas) 2010 2009
NOx 3,23 27,42
SOx 1,44 1.997,20
Material particulado (PM) 38,051 350,94
Flúor 18,068 28,19
Amônia 0,661 0,22

Obs.: A redução de emissão do SOx se deve à venda das minas nas unidades de Araxá, Cajati, Cubatão Planta 1 e Guará, pertencentes à área de Fertilizantes.

3.9, EN16

Iniciativas da área de Alimentos para reduzir o volume de emissões

A área de Alimentos registrou melhoria de eficiência no uso de energéticos para geração de calor/vapor e seleção de materiais por potencial energético. Repetindo a política de investir na redução de emissões iniciada em 2009, a Bunge adotou diversas iniciativas para substituição de fontes energéticas, que contribuíram para a redução de emissões por tonelada produzida. Em 2010, essas reduções voluntárias somaram 5,05% por tonelada de produto produzida.

A unidade de Rio Grande (RS) está utilizando cavaco de madeira nas fornalhas de secagem. Com a inauguração do Terminal de Fertilizantes de Rio Grande (Teferg), foi reduzido o percurso percorrido para o transporte de matéria-prima, com economia de óleo diesel. Na unidade de Ponta Grossa (PR), houve substituição de partes da caldeira, permitindo a diminuição do material particulado em 70% e a redução de gases poluentes, além da instalação de filtros de manga e de motores de alto rendimento acima de 100 cv. A meta é aproximar a fornalha do secador, para redução de consumo de cavaco, e fazer o reaproveitamento do material condensado nos traços de vapor em caldeira, o que permitiria a diminuição da queima de combustível e menor consumo de água da distribuidora Sanepar.

EN18

gráfico de emissões de gases de efeito estufa
O cálculo do volume de emissões de gases foi feito com base na ferramenta GHG Protocol, desenvolvida pelo WRI World Resources Institute e pelo WBCSD World Business Council for Sustainable Development (www.ghgprotocol.org).

Biomassa gera 81% da energia utilizada

A Bunge investe constantemente na geração de energia a partir de fontes renováveis e tem como meta atingir 100% de autossuficiência em 2012, com a utilização de energia vinda da biomassa, produzida basicamente a partir de lenha de floresta plantada, resíduos (cavaco) de madeira, bagaço de cana-de-açúcar e outros subprodutos agrícolas. A meta de autossuficiência estava, em dezembro de 2010, em 95,4%.

Em 2010, foram adotados novos tipos de energéticos, o que elevou a contribuição para a base energética da empresa. Ao todo, 81,4% das fontes de energia consumidas no ano pelas unidades de negócios são derivados de biomassa - em 2009, essa participação ficou em cerca de 79%. No ano, o consumo total de energia direta (renovável e não renovável) alcançou 11,8 milhões de gigajoules. Em 2010, na área de Fertilizantes, foram utilizadas, como fonte de energia, 10.921 toneladas de cavaco de madeira, um combustível renovável.

EN3, EN6

Gráfico do consumo de energia indireta Gráfico do consumo de energia direta

Alimentos

Energia não renovável (GJoules)
  2007 2008 2009 2010
Óleo diesel 105.224,65 16.020,99 18.913,56 16.005,76
Carvão mineral 29 29,87 29 0
Gasolina 0 0 0 0
BPF 9.176,66 2.050,17 2.981,40 0
Outros óleos combustíveis 14.372,82 9.608,15 3.571,48 2.633,51
GNL 458.492,54 669.975,92 637.671,26 522.111,36
GLP 168.954,82 192.310,62 198.288,11 191.438,48
Subtotal não renovável 756.250,49 889.995,73 861.454,81 732.189,11
Energia renovável (GJoules)
Lenha e cavaco de madeira 6.377.388,95 8.610.493,55 6.368.945,38 7.208.503,07
Subprodutos culturais 919.486,55 2.018.598,14 1.907.767,11 2.242.449,86
Bagaço de cana-de-açúcar 215.646,70 372.304,79 72.570,48 152.669,59
Subtotal energia renovável 7.513.852,24 11.004.668,27 8.349.282,97 9.603.622,52
Total energia renovável e não renovável 8.270.102,73 11.894.664,00 9.210.737,78 10.335.811,63
Energia renovável % 91% 93% 91% 93%
Energia não renovável % 9% 7% 9% 7%

Fertilizantes

Energia não renovável (GJoules)
  2007 2008 2009 2010
Óleo diesel 489.139,73 553.189,34 707.836,28 670.961,68
Carvão mineral - 6.344,00 6.506,24 85.223,32
Gasolina 1.538,75 1.538,75 2.241,44 0
BPF 241.944,82 299.626,50 249.427,98 0
Outros óleos combustíveis 0 0 0 736.052,20
GNL 544.975,00 615.836,83 518.724,94 0
Óleo de xisto 0 0 0 20.895,37
GLP 84.323,73 6.644,49 1.996,60 0
Vapor da produção de ácido sulfúrico 634.704,60 575.872,48 643.833,19 0
Subtotal não renovável 1.996.626,63 2.059.077,16 2.130.566,67 1.513.132,57
Energia renovável (GJoules)
Lenha e cavaco de madeira 1.721.869,71 1.532.223,00 2.587.962,60 205.758,95
Subprodutos culturais 0 0 0 0
Bagaço de cana-de-açúcar 0 0 0 0
Subtotal energia renovável 1.826.797,91 1.532.223,00 2.587.962,60 205.758,95
Total energia renovável e não renovável 3.823.424,54 3.591.300,16 4.718.529,27 4.718.529,27
Energia renovável % 48 43 55 12%
Energia não renovável % 52 57 45 88%

O consumo próprio de energia indireta somou 1,311 milhão de gigajoules ao longo do ano, com redução de 60,13% se comparado aos 2,180 milhões de gigajoules de consumo em 2009. A informação da venda das minas já está descrita em vários momentos deste relatório, o que significa que todos os indicadores ambientais foram influenciados por essa mudança. No próximo ano, a Bunge Brasil fará uma avaliação mais detalhada sobre os impactos dessa mudança na operação da empresa. No segmento de Açúcar & Bioenergia, a energia indireta nas usinas é apenas para consumo na entressafra de usinas que não possuem cogeração para venda, o que torna o valor de energia elétrica adquirida muito baixo - no ano, foram consumidos somente 11.276,58 gigajoules. Não houve resultado de iniciativas específicas para tal redução.

Consumo próprio
Energia elétrica adquirida (GJ) 2007 2008 2009 2010
Fertilizantes 1.012.309,08 1.109.982,57 959.464,78 121.824,74
Alimentos 1.474.808,28 1.381.877,35 1.220.370,56 1.190.195
Total 2.487.117,36 2.491.859,92 2.179.835,34 1.312.019,74

Para reduzir o consumo de energia elétrica e minimizar o reflexo do crescimento da produção, foram iniciados diversos projetos ao longo de 2010, com perspectiva de ganhos de médio e longo prazos. As propostas se concentram na substituição de motores de baixo rendimento por equipamentos de alta potência, reaproveitamento de recursos em processos fabris e otimização do uso de equipamentos elétricos.

EN3, EN4, EN5, EN6, EN7, EN18

Drástica redução no consumo de água

Gráfico de captação total

Em 2009, houve queda de 15,8% (principalmente devido ao recuo na produção de Alimentos) e, em 2010, a redução no consumo de água atingiu 88%. Essa expressiva queda decorre, basicamente, da venda das minas para a produção de nutrientes para fertilizantes e nutrição animal. Sem tais ativos, o consumo de água na área de Fertilizantes, em 2010, passou de 33,126 milhões de m3 para 248,5 mil m3. As atividades remanescentes, porém, não permitem mais o mesmo nível de reciclagem e reutilização. Contudo, a Bunge está empenhada na busca de tecnologias que permitam melhorar constantemente seu desempenho.

Total de água retirada por fonte (m³)
    2008 2009 2010
Fertilizantes Água de superfície 38.800.413,00 32.820.232,95 0,00
Água subterrânea 391.623,90 214.437,98 143.939,72
Abastecimento público 131.178,00 91.582,50 104.587,00
Total 39.323.214,90 33.126.253,43 248.526,72
Alimentos Água de superfície 717.383 558.694 204.781,00
Água subterrânea 4.328.866 3.724.678 3.462.908,33
Abastecimento público 535.987 387.636 457.443,00
Total 5.582.236 4.671.008 4.125.132,33

No negócio de Fertilizantes, não existem fontes de água e ecossistemas significativamente afetados pelo consumo de água.

CAPTAÇÃO DA BUNGE BRASIL - 2010 (m3)
Fontes Total
Água de superfície 204.781,00
Água subterrânea 3.606.848,05
Abastecimento público 562.030,00
Total geral 4.373.659,05

EN8

A maior parte da água consumida pelas empresas Bunge é obtida pela captação em rios, lagos e áreas úmidas, além de poços artesianos. O menor volume de água é fornecido pela rede de abastecimento público. Existem outorgas que condicionam as retiradas do recurso para não afetar significativamente as fontes de abastecimento. No caso da área de Fertilizantes, não existem fontes de água e ecossistemas significativamente afetados pelo consumo de água.

PERCENTUAL DE ÁGUA RECICLADA - 2008/2010
Ano Consumo total (milhões de m³) Percentual / Água reciclada
2008 90,2 50,2%
2009 83,2 54,6%
2010 4,37 6,7%

EN10

Localização e tamanho da área possuída, arrendada ou administrada dentro de áreas protegidas, ou adjacentes, e áreas de alto índice de biodiversidade fora das áreas protegidas.

EN11

Localização Atividade Tamanho Impacto Situação
Varginha (MG) Mistura de fertilizantes 0,04 km² Carreamento dos efluentes pluviais para a APP, o que foi reduzido após a instalação de coberturas nos boxes de armazenamento externo de matérias-primas. Esse impacto é considerado reversível. Adjacente à Área de Preservação Permanente (APP) que margeia o Ribeirão Santana.
Rio Grande (RS) Produção e mistura de fertilizantes 0,17 km² Poluição atmosférica e hídrica por meio do lançamento de efluentes e da emissão de gases. Esse impacto é considerado reversível, uma vez que não causa grandes danos à fauna e à flora. A unidade industrial da Bunge, assim como as de outras indústrias, está localizada dentro da APP do Saco da Mangueira, no Rio Grande (RS).

Unidades produtivas adjacentes a áreas protegidas / BFE

Fertilizantes 2010
Localização Atividade Tamanho Impacto Situação
Canoas (RS) Mistura de fertilizantes 0,15 km² Potencial escoamento de água de chuva com fertizantes. A empresa tem seu píer e parte da unidade industrial localizada em APP. (100 m à margem do rio Gravataí).
Rio Grande (RS) Produção e mistura de fertilizantes 0,17 km² Potenciais emissões atmosféricas e de águas de chuva com fertilizantes em razão de condições climáticas. A unidade industrial da Bunge, assim como as de outras indústrias, está localizada dentro da APP do Saco da Mangueira.

Existem 30 mil hectares de área restaurada no estdo do Tocantins, além de uma outra área em Figueira Branca.

Nenhuma nova área de operação industrial ocorreu em 2010, no escopo da cadeia Soja, que representasse impacto significativo na biodiversidade de atividades, produtos e serviços em áreas protegidas e em áreas de alto índice de biodiversidade, fora das áreas protegidas. Nos ambientes operacionais, os controles implantados pela companhia e a área historicamente antropizada (em que há atividade do homem) conferem um desempenho de muito baixo impacto ambiental para as atividades da Bunge, a ponto de permitir que se considere praticamente nula alguma alteração nesse sentido.

Foram instaladas, no Rio Grande do Sul, duas unidades industriais, que contam com sistemas de proteção para controle ambiental. A primeira unidade, localizada na cidade de Cruz Alta, se destina à mistura e ensaque e foi construída em área antropizada e caracterizada pela atividade agrícola. O segundo empreendimento é o Terminal de Fertilizantes de Rio Grande (Teferg), para ensaque de fertilizantes, instalado em área já antropizada, caracterizada como Polo Industrial (distrito industrial de Rio Grande), e para o qual foi desenvolvido um projeto de compensação de 32 hectares em área externa à unidade.

EN12

Habitats protegidos ou restaurados

Alimentos
Área/projeto Tamanho (ha) Localização Situação Parcerias
Preservação ambiental. Áreas preservadas - 3.500 ha (vegetação nativa, APP, Reserva Legal). Cajati (SP) Áreas preservadas Não há

Obs.: O escopo do indicador corresponde às operações em Agribusiness e Food & Ingredients - Operações fabris em crushing e edible oils.

EN13

Fertilizantes
Área/projeto Tamanho (ha) Localização Situação Parcerias informação Adicional
Recuperação de marismas e margem do saco da mangueira 32 Rio Grande (RS) Projeto de compensação ambiental exigido na LO 4424/2010 (Teferg) e expedido pela Fepam, órgão ambiental estadual. Prevê a recuperação de 32 hectares de ambientes de marismas junto ao saco da mangueira. Está sendo realizado através de contrato de quatro anos. FURG (Fundação Universidade do Rio Grande)  
Recuperação de Área de Preservação Permanente 0,45 Cubatão (SP) Serviço em fase de cotaçã. Em estudo Foi firmado entre a Cetesb e Bunge Cubatão um Termo de Compromisso para o plantio de cem mudas de árvores do Bioma Mata Atlântica, de acordo com a SMA 08/08, e para o monitoramento desse plantio por 36 meses, com entrega de relatórios semestrais à Cetesb.

A Bunge possui reservas ambientais, RPPN da Figueira Branca, Programa Bunge Natureza e Integração Lavoura Pecuárias, e área de conservação de 30 mil ha (30 milhoes de metros quadrados) no estado do Tocantins. Nessas áreas de preservação, a empresa atualmente realiza ações e estratégias de manutenção sustentável.

Todas as usinas de açúcar e bioenergia possuem outorga para as captações de água para atividade industrial. Alguns estados estabelecem como vazão de referência 90% da vazão da fonte superficial, outros estados, 95%. Para que essa questão seja respondida, será necessário um estudo desses limites e das vazões outorgadas. Apesar de a área agrícola não estar no escopo, o mesmo se aplica para a área agrícola.

A maior parte da água consumida pelas empresas Bunge é obtida pela captação em rios, lagos e áreas úmidas, além de poços artesianos. O menor volume de água é fornecido pela rede de abastecimento público. Existem outorgas que condicionam as retiradas do recurso para não afetar significativamente as fontes de abastecimento. No caso da área de Fertilizantes, não existem fontes de água e ecossistemas significativamente afetados pelo consumo de água.

EN9

Novos projetos prometem mais melhorias

Entre outras ações, a área de Alimentos da Bunge Brasil implementou diversas iniciativas para melhorias nas fábricas e está desenvolvendo inúmeros projetos, que prometem ampliar ainda mais o desempenho sustentável da área operacional, com destaque para:

Metas em resíduos - Projetos focados em controles operacionais

(a) Incorporação de cinzas e argamassas para construção civil.

(b) Redução do consumo de insumos e matérias-primas.

(c) Projetos em destinação alternativa/ecológica de resíduos.

Metas em água - Projetos com foco no consumo e reúso

(a) Controles na manutenção e limpeza de sistemas em refinarias economizando água.

(b) Reaproveitar as águas já empregadas nos processos em outros.

(c) Reúso de águas de processo em pré-tratamento de efluente.

(d) Utilização de efluente tratado (água) na lavagem de pisos e irrigação.

Metas em emissões - Projetos voltados para energia

(a) Seleção e otimização de equipamentos e máquinas para redução de consumo de energia elétrica.

(b) Mapeamento e otimização de uso de vapores em processos para redução do consumo de energia primária.

Gráfico de metas

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Entenda a Plataforma de Sustentabilidade

Desafio

Manter foco nas ações de sustentabilidade com visão de longo prazo, melhorar o controle sobre as externalidades e tornar mais eficazes as práticas de responsabilidade social, educação e conservação ambiental.

Ação

Foram intensificadas diversas ações em todos os pilares da Plataforma de Sustentabilidade (Agricultura Sustentável, Efeitos Climáticos, Dietas Saudáveis e Redução de Resíduos), com base em estratégias internas, em demandas externas dos stakeholders e no suporte técnico de consultorias especializadas.

Resultado

As iniciativas propiciaram maior eficiência operacional, menor impactos das atividades da empresa, lançamento de produtos que atendem às demandas dos consumidores e reconhecimento internacional da Bunge, convidada para participar de importantes fóruns mundiais ligados às questões de sustentabilidade.