“A quebra de safras trouxe o desafio da otimização de processos de gestão e operação para adequar o negócio às oportunidades do mercado, minimizando os riscos. O desafio não é produzir mais cana-de-açúcar, mas otimizar os seus processos produtivos. A grande surpresa foi o potencial da safra em Pedro Afonso, no norte do País.”

Ricardo Santos (vice-presidente da área de Açúcar & Bioenergia)

Açúcar & Bioenergia 2.2

Desde 2006 a Bunge opera com a comercialização de açúcar, etanol e cogeração de energia. São 8 usinas de cana-de-açúcar, mais de 200 mil hectares plantados e investimentos na ordem de US$ 2,5 bilhões entre 2012 e 2016. A primeira unidade, a usina Santa Juliana, no Triângulo Mineiro, foi adquirida em 2007 e, dois anos depois, teve início a construção da Usina Pedro Afonso (TO) – ambas em parceria com a japonesa Itochu, uma das maiores tradings do mundo; essa é a primeira unidade greenfield da Bunge no País. Paralelamente, comprou a maior parte das ações da Usina Monteverde, localizada em Ponta Porã (MS), e deu mais um grande passo para consolidar sua posição no segmento em dezembro de 2009 ao adquirir a MoemaPar, grupo com cinco usinas de cana-de-açúcar localizadas nos Estados de São Paulo e Minas Gerais (Moema, Itapagipe, Frutal, Ouroeste e Guariroba).

As 8 usinas têm capacidade para processar cerca de 21 milhões de toneladas/ano. Juntas, as usinas geraram 543 mil megawatts-hora em 2011, o suficiente para abastecer 300 mil residências. Esse movimento expansionista tem por objetivo fortalecer a posição da Bunge Limited como líder global na cadeia do açúcar e atender à política de desenvolvimento sustentável, atingindo o plano social e ambiental. Essa proposta já vem se concretizando: em 2011 a empresa passou a gerar energia elétrica a partir do bagaço e da palha da cana, uma fonte de energia limpa e renovável. Parte da energia é consumida na produção de etanol e açúcar das próprias usinas, e o excedente é distribuído para os municípios do entorno.

8 usinas têm a capacidade para processar 21 milhões de toneladas/ano em açúcar e etanol

O Ano – Variações Climáticas

As variações climáticas levaram a companhia a sofrer os reflexos da quebra de safra de 2009 e 2010 por conta da seca nas regiões onde existem áreas de plantio e replantio e usinas em operação. A produtividade dos canaviais caiu em 2011, e o desafio foi otimizar os ativos e alcançar a excelência operacional buscando condições para superar os impactos e contornar o problema adequando-se às oportunidades.

Em 2011 o mix de produção entre açúcar e etanol variou de acordo com o mercado. A empresa também aumentou a eficiência operacional das unidades ao investir em capacitação, treinamento e equipamentos.

A Bunge expandiu os negócios com a ampliação da área plantada nas unidades e a inauguração da usina de Pedro Afonso, a oitava produtora de açúcar e bioenergia e a primeira greenfield (projetada e construída em uma área livre) da empresa no Brasil.

A Bunge se antecipou ao protocolo agroambiental do Estado de São Paulo, que estabelecerá, em 2014, o fim das queimadas para a preparação das áreas de cultivo. A empresa terminou o ano com quase a totalidade da sua colheita mecanizada, com total aproveitamento da sua mão de obra.

Para açúcar e etanol já existe uma padrão mundial aceito e reconhecido pelos mercados, o Bonsucro. A Bunge já tem duas de suas usinas certificadas pelo padrão, que estabelece critérios de sustentabilidade na condução dos canaviais, gerando maior referência sobre temas como uso de recursos naturais, conversão de vegetação e adequação às legislações ambientais, entre outros. A certificação é aplicável ao total de 51% da produção de etanol e 49% da produção de açúcar da Usina Moema e ao total de 53% da produção de etanol e 47% da produção de açúcar da Usina Frutal.

O ano também marcou a parceria da Bunge com a Solazyme, Inc., empresa de biotecnologia industrial de produção de óleo renovável e bioprodutos de microalgas, que prevê a colaboração para a produção de óleo e biomateriais em larga escala não apenas para a produção de biocombustíveis mas como substituição para o petróleo e os óleos vegetais em um amplo conjunto de produtos.

Usina de Pedro Afonso

Em julho de 2011, a Bunge inaugurou no interior do Tocantins a Usina Pedro Afonso. Foram investidos R$ 600 milhões no empreendimento, com capacidade inicial de moagem de 2,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano. A unidade está localizada em um terreno de 94 hectares na zona rural do município de Pedro Afonso.

A usina utiliza o que há de mais moderno em tecnologia, realiza plantio e colheita totalmente mecanizados, além de aproveitar integralmente o bagaço da cana para a produção de energia elétrica, processo conhecido como cogeração.

Produzirá álcool combustível, açúcar e energia elétrica de alta eficiência a partir do processamento industrial da cana-de-açúcar. O processo produtivo da usina está dividido em duas fases: na primeira, a produção é 100% voltada para o etanol, atendendo ao mercado interno e às exportações; na segunda fase, serão produzidos também açúcar e energia. A implantação da segunda fase, prevista para ocorrer entre 2012 e 2014, deverá duplicar a capacidade produtiva.

Pedro Afonso marca a consolidação da joint venture entre a Bunge e a Itochu, uma das principais tradings globais do Japão. Nessa iniciativa, 80% dos recursos financeiros foram investidos pela Bunge e 20% pela companhia japonesa, parceira da Bunge também na Usina Santa Juliana, em Minas Gerais, desde 2008.

Desenvolvimento para a região

O empreendimento em Pedro Afonso gerou empregos com sustentabilidade do negócio. Na primeira fase, foram 1.400 empregos diretos, 3.000 indiretos e mais de 1.700 pessoas trabalharam na construção da usina. Marco do compromisso da empresa com o País, o empreendimento contribui para estimular e acelerar o crescimento econômico no Estado de Tocantins, bem como de toda a região, atraindo também outros investidores (para mais detalhes, acesse: www.fundacaobunge.org.br/projetos/comunidade-integrada). EC9

A usina terá capacidade para produzir 180 GWh de energia por ano e, a partir de 2013, poderá contribuir para o fornecimento de energia elétrica do Estado do Tocantins. Foram investidos mais de 20 milhões de dólares no processo de cogeração, que consiste na queima do bagaço da cana (resíduo da produção) para gerar energia elétrica. Parte da energia será utilizada internamente para operar a usina, ou seja, a unidade será autossuficiente energeticamente. Outra parte poderá ser disponibilizada ao sistema elétrico nacional, podendo abastecer milhares de residências. EC1

Sustentabilidade e respeito ao meio ambiente

A unidade realiza coleta seletiva, e os resíduos do processo industrial (vinhaça e resíduos sólidos de limpeza da cana) são totalmente aproveitados na fertirrigação (técnica de adubação com água de irrigação) do canavial. De toda a área plantada, 5 mil hectares são irrigados, incluindo o maior pivô de irrigação do mundo, com mais de 1.300 metros de extensão para atingir uma área superior a 500 hectares.

A Fundação Bunge também já chegou à região com a implantação do programa Comunidade Integrada em Pedro Afonso e nos municípios de Tupirama e Bom Jesus do Tocantins. A Fundação apoia o desenvolvimento de projetos sustentáveis na região, focados no relacionamento com a comunidade, no fortalecimento da gestão pública e no apoio ao desenvolvimento humano e social.

Primeiro Greenfield

O plantio do canavial teve início em julho de 2007, com um viveiro de mudas em 237 hectares. Hoje, são mais de 24 mil hectares plantados, e a projeção até 2012 é atingir 32 mil hectares de cana-de-açúcar na região. As parcerias com os centros de pesquisa permitiram o desenvolvimento de variedades de cana-de-açúcar específicas para o clima e o solo da região. A construção da Usina Pedro Afonso começou em janeiro de 2009 e em julho de 2010 já havia iniciado a operação em caráter experimental. Em maio de 2011 a usina entrou em plena atividade.

Workshop Excelência nos Processos

Aprimorar a Excelência nos Processos é o objetivo de três workshops programados para ocorrer entre 2011 e 2012 para melhorar as práticas corporativas da área de Açúcar & Bioenergia e transformá-las em bons resultados. A programação contribui para que as áreas de Tecnologia e Controle Agrícola, Manutenção Automotiva e Corte, Transbordo e Transporte (CTT) alinhem suas práticas e construam uma matriz de prioridades para as usinas em 2012.

Apoio a Projetos de Pesquisa para Melhoramento Genético da Cana-de-Açúcar

A Bunge investe em tecnologia para garantir competitividade no mercado internacional de Açúcar & Bioenergia. O ano de 2011 marcou a parceria da Bunge com a Solazyme, Inc., empresa de biotecnologia industrial de produção de óleo renovável e bioprodutos de microalgas que prevê a colaboração para a produção de óleo e biomateriais em larga escala não apenas para a produção de biocombustíveis mas como substituição para o petróleo e os óleos vegetais em um amplo conjunto de produtos.

A empresa manteve em 2011 o financiamento a quatro grandes projetos de pesquisas canavieiras do País: Canavialis, Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) e Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro (Ridesa). Algumas dessas entidades atuam há décadas no melhoramento genético da cana-de-açúcar e desenvolveram algumas das variedades mais adotadas comercialmente no Brasil. Esses institutos estudam cruzamentos genéticos e desenvolvem novas técnicas de cultivo, controles de praga, entre muitas outras iniciativas.

A Ridesa é constituída por universidades federais e dá continuidade aos estudos do antigo Programa Nacional de Melhoramento da Cana-de-Açúcar e do Álcool. Esse programa originou as variedades identificadas pela sigla RB, presentes em mais de 50% da área cultivada. Além disso, o programa estimulou a produção do etanol brasileiro.

O CTC, com 40 anos, investe em melhoramento e em pesquisas de plantio e colheita mecanizada, controle biológico de pragas, mudas sadias, geração de sinergia, entre outros. Possui o maior banco de genótipos (composição genética de um indivíduo) de cana-de-açúcar do mundo.

Já O IAC, fundado em 1887 pelo imperador D. Pedro II, possui mais de 600 projetos de pesquisas em vários setores agrícolas, com destaque para cana, café e laranja. Ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, possui mais de 17 variedades de cana.

A CanaVialis, criada em 2003, concentra-se em melhoramento genético e hoje pertence à Monsanto.

Além de financiar os projetos, a Bunge também atua no desenvolvimento dessas iniciativas realizando testes das variedades nas terras da companhia, para identificar o melhor terreno para seu cultivo.

Cogeração na Ouroeste

Em maio de 2011 a Usina Ouroeste juntou-se a outras unidades de Açúcar & Bioenergia na cogeração de energia. A Ouroeste produz energia elétrica a partir do bagaço de cana, voltada para a comercialização, principalmente em indústrias, comércio e empresas.

Entre as oito usinas da companhia, Moema (SP), Frutal (MG), Monteverde (MS) e Santa Juliana (MG) já adotavam a prática. As cinco unidades juntas cogeraram 237 mil megawatts-hora de energia eletrica para o Sistema Interligado Nacional (SIN) em 2011. A Ouroeste respondeu por 10% desse total, participação que chegará a 15% em 2012.

Além de trazer recursos adicionais às usinas que comercializam a energia, a cogeração reforça o compromisso da Bunge com o meio ambiente, por causa da destinação adequada para o bagaço e da utilização de fontes alternativas de energia. A exploração do bagaço é uma das estratégias do Ministério de Minas e Energia para suprir a demanda e reduzir a conta de luz dos brasileiros. O início da prática na Usina Ouroeste mostra que a Bunge está fazendo sua parte.

Transbordo de Ourinhos

O primeiro transbordo do negócio de Açúcar & Bioenergia da Bunge foi inaugurado em 2011 em Ourinhos (SP). Com foco na prestação de serviços logísticos para terceiros, realiza transporte, transbordo e armazenagem de açúcar. A estrutura está preparada para movimentar até um milhão de toneladas de açúcar por ano.

A localização do novo sistema de escoamento possibilitará o carregamento da commodity produzida principalmente no Oeste paulista, transportando-a até o porto de Paranaguá – onde a Bunge já opera açúcar em terminal próprio – para então seguir para o mercado externo.

A operação gera ganho de eficiência e segurança. Os caminhões descarregam o produto no interior do Estado de São Paulo e, de lá, o transporte até o porto é feito principalmente por via ferroviária, gerando economia nos custos de fretes.

Perspectivas 2012

  • Tornar-se o principal player global do setor, totalmente integrado e flexível, aproveitando a experiência e os ativos da Bunge.
  • Otimizar os ativos atuais.
  • Alcançar a excelência operacional, especialmente na área agrícola.
  • Desenvolver parcerias globais. 1.2
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Agricultura Sustentável A Bunge está empenhada em sensibilizar e capacitar os produtores rurais para que produzam de modo a diminuir os impactos ambientais e maximizem a eficiência no uso dos recursos naturais finitos.
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Mudanças Climáticas Podem trazer impactos significativos para
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Redução de Resíduos Desenvolvimento de mecanismos e processos para a redução nos processos industriais e ampliação do uso racional da água e outros recursos não renováveis no gerenciamento da eficiência operacional.