Agricultura Sustentável

Praticar agricultura sustentável para a Bunge significa suprir a cadeia de alimentos com matérias-primas de qualidade, em condições e prazos combinados, com o máximo de eficiência no uso dos recursos naturais e promoção de segurança alimentar para todo o sistema produtivo, garantindo ainda a continuidade de tal abastecimento às gerações futuras. A agricultura responsável ganha força a cada ano na Bunge. Para assegurar que os produtos finais tenham o controle e a adoção de boas práticas desde suas origens, a empresa atua do campo à mesa e como fornecedora para outros agentes da cadeia produtiva.

Metas e Resultados

A Bunge Brasil, em 2011, deu continuidade ao processo e à promoção do desenvolvimento sustentável em todos os elos da cadeia de valor. No pilar da agricultura sustentável, trabalhou na promoção de ações para a conscientização de fornecedores e clientes e o investimento em inovação e pesquisas. Confira as metas contínuas:

Controle sobre áreas de risco de uso de trabalho penoso análogo ao escravo

  • Meta atingidaa empresa manteve 100% de controle sobre os produtores que não respeitaram o pacto voluntário assumido pela Bunge. Em 2011, foram realizados quatro novos bloqueios, mas o total de produtores bloqueados reduziu de 64 para 27, o que indica que os agricultores estão cada vez mais cientes das necessidades de adequação das condições trabalhistas.


Controle sobre embargos do Ibama, mantendo cadeia de valor sem quaisquer produtos originados sob condições de desmatamento irregular apontadas pelo órgão

  • Meta atingidao número total de produtores bloqueados caiu de 1.873 para 844, mostrando que os produtores estão mais alinhados às necessidades ambientais.


Incremento de ferramentas para sensibilizar produtores sobre questões da agricultura sustentável

  • Meta atingidaalém da manutenção da parceria com a Embrapa, aumentando as ferramentas disponíveis aos produtores, o Programa SojaPlus foi também consolidado nessa frente. Para os próximos períodos, a Bunge estuda novas parcerias que deverão expandir significativamente essa ação rumo a outras áreas agricultáveis.


Impedimento de originação de soja cultivada sobre desmatamentos ocorridos após julho de 2006 no bioma amazônico

  • Meta atingida – 15 produtores foram bloqueados por não respeitarem esse compromisso da empresa. Para os próximos períodos, contudo, a iniciativa deve ser revista à luz do novo código florestal, que se propõe a ser uma nova ferramenta para aumentar a governança na área. 1.2


Investimento na educação e na conscientização ambiental

  • Meta atingida – a Bunge presta serviços de agricultura de precisão, tecnologia que identifica a dose ideal de fertilizantes. Os clientes contam com serviços de recomendação de adubação e correção de solo, além dos investimentos em proteção ambiental, educação e treinamentos.

Sensibilização e Capacitação

Para promover as boas práticas no campo, a Bunge opera com uma equipe de agrônomos e em parcerias institucionais. Diretamente, cerca de 60 eventos foram realizados pela equipe, promovendo boas práticas agrícolas (adubação equilibrada, plantio direto, rotação de cultura e condução das lavouras, atingindo 6.500 produtores). Institucionalmente, duas parcerias merecem destaque: os resultados do programa Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), com a Embrapa, e o programa Soja Plus, com a Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove) e a Associação dos Produtores de Soja do Mato Grosso (Aprosoja).

Programa iLPF: Alimentos sustentáveis

O Programa de Fomento à Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) recebeu R$ 2,5 milhões da Bunge no período entre 2008 e 2011. Os objetivos do programa são:

  • Produzir alimentos e energia renovável de madeira sustentável;
  • Diminuir impactos ambientais oriundos da atividade agrícola;
  • Preservar reservas florestais e matas ciliares;
  • Recuperar áreas degradadas, criando condições propícias para a produção e diminuindo a necessidade de desmatamentos de novas áreas;
  • Aumentar a produtividade das culturas e melhorar a eficiência dos insumos utilizados na produção;
  • Facilitar a certificação e a rastreabilidade dos produtos agrícolas;
  • Gerar empregos, renda e melhores condições ao produtor rural.

Com a parceria, foram editadas cerca de 20 publicações da Embrapa e implantadas Unidades de Referência Tecnológicas (URT) em todos os biomas e as regiões brasileiras, com aproximadamente 3.000 hectares de demonstração dos diferentes sistemas do iLPF. Os resultados são benefícios econômicos e ambientais para produtores e sociedade, evitando impactos ambientais, principalmente em ambientes com diversidade restrita, como grandes áreas de monoculturas. Mais informações sobre o sistema estão disponíveis em http://ilpf.cnpms.embrapa.br.

A Bunge fechou uma nova parceria com a Embrapa e, a partir de 2012, estabelecerá novos projetos para a promoção da agricultura sustentável no País. EC2

Programa SojaPlus: Gestão e Boas Práticas Agrícolas

O Programa de Gestão Econômica, Social e Ambiental da Soja Brasileira (SojaPlus) é um movimento para difundir as boas práticas agrícolas e a gestão com os produtores rurais. Tem por objetivo mostrar a eles como fazer uma boa gestão das propriedades do ponto de vista trabalhista, produtividade, qualidade e responsabilidade social. São parceiros do programa a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Universidade Federal de Viçosa (UFV), o Instituto Algodão Social (IAS), o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Mato Grosso (Crea/MT), entre outras entidades.

Em 2011, 1.500 produtores de soja de Mato Grosso foram atendidos pelo SojaPlus com o fornecimento de materiais didáticos, realização de oficinas de campo, assistência técnica e diversos cursos. O primeiro módulo do programa tratou de normas trabalhistas, saúde e segurança ocupacional. Também foram promovidas 19 oficinas de Segurança e Saúde no Trabalho Rural, somando 800 participantes, além da parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT) na organização de 23 cursos sobre a Norma Regulamentadora 31 (NR-31), que trata de qualidade de vida no trabalho, para cerca de 700 participantes.

Em 2012, o programa será estendido à Bahia, a Minas Gerais e ao Paraná. Mais informações sobre o SojaPlus em www.sojaplus.com.br. EC2

Controle

Ao mesmo tempo em que reconhece e incentiva boas práticas, a Bunge entende que é necessário adotar critérios rígidos para garantir o cumprimento de práticas sustentáveis. Todos os fornecedores da Bunge Brasil são avaliados em relação ao cumprimento de práticas de respeito a direitos humanos, e 100% dos contratos de investimentos significativos possuem cláusulas referentes ao respeito dos direitos humanos. Os produtores que descumprem a legislação ambiental (e estão incluídos em listas públicas de controle), desrespeitam os acordos voluntários pró-sustentabilidade (Moratória da Soja e Pacto pela Erradicação de Trabalho Análogo ao Escravo) ou as cláusulas contratuais em respeito às legislações ambiental e trabalhista recebem sansões, como a suspensão dos contratos de compra e a contenção do fornecimento de fertilizantes; e também são embargados pela empresa. HR1 e HR2

Novos Produtores bloqueados durante 2011   Total de Produtores que permaneceram vetados em 2011
Ibama: 203   Ibama: 844
Moratória da Soja: 15   Moratória da Soja: 88
Trabalho escravo: 4    Trabalho escravo: 27

A recuperação dos biomas brasileiros para assegurar o equilíbrio entre as áreas de produção agrícola e as de ambientes naturais é outro foco de atuação da Bunge. Ao longo de 2011, diversos projetos se voltaram para a proteção do Cerrado, do Bioma Amazônico e da Mata Atlântica.

1.500 produtores do Mato Grosso foram atendidos pelo Programa Soja Plus

Moratória da Soja: Iniciativa Voluntária

Uma das principais ferramentas voluntárias empregadas pela Bunge é o movimento setorial que promoveu a Moratória da Soja. Iniciada em 2006, tem sido renovada anualmente e consiste na não aquisição de soja cultivada sobre áreas desmatadas no bioma amazônico após julho de 2006. Trata-se de uma medida provisória que vai além da legislação e que tem buscado mitigar os efeitos do desmatamento que seria promovido pelo avanço da sojicultura. Para evitar que sejam comprados tais grãos, áreas selecionadas como foco de expansão são monitoradas via satélite graças a uma parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e são realizadas visitas ao campo, criando-se uma identificação de cada região dentro de uma metodologia aprovada pelo Grupo de Trabalho da Soja, composto pelas demais empresas participantes e ONGs ambientais de grande expressão, além de entidades governamentais.

Com a Moratória ficou comprovado que a cultura não é fator indutor direto do desmatamento; a área de soja sobre tais ocorrências correspondeu, até 2011, a 0,28% de toda área desmatada desde 2006. O Brasil tem uma área de mais de 24 milhões de hectares, dos quais 1,94 milhões de hectares está no bioma da Amazônia. A área de soja em desflorestamentos do período da Moratória corresponde a 0,05% do total da área de soja no Brasil e a 0,6% da área de soja no bioma da Amazônia. Mais informações estão disponíveis em www.abiove.org.br. SO5

Desde 2006 a Bunge participa da Moratória da Soja e não adquire o grão cultivado sobre áreas desmatadas do bioma amazônico

Conformidade

Os produtos Bunge têm conformidade com a legislação vigente no País e, no caso de exportação, os padrões ANEC. A companhia integra-se a iniciativas sustentáveis ao endossar o programa SojaPlus, em elaboração setorial para possibilitar maior capacitação dos produtores rurais brasileiros em produção sustentável. EC2

A empresa também participa da Mesa Redonda de Soja Responsável (Round Table Responsible Soy – RTRS), embora a adoção de tais critérios para a produção de soja no Brasil não seja muito aceita pelos produtores por causa das elevadas exigências de critérios e não remuneração compatível àqueles que fazem a adesão, o que quebra o ciclo de sustentabilidade.

Para açúcar e etanol já existe uma padrão mundial aceito e reconhecido pelos mercados, o Bonsucro. A Bunge já tem duas de suas usinas certificadas pelo padrão, que estabelece critérios de sustentabilidade na condução dos canaviais, gerando maior referência sobre temas como uso de recursos naturais, conversão de vegetação e adequação às legislações ambientais, entre outros. A certificação é aplicável ao total de 51% da produção de etanol e 49% da produção de açúcar da Usina Moema e ao total de 53% da produção de etanol e 47% da produção de açúcar da Usina Frutal.

Modernização e Empregabilidade

A Bunge mantém atualmente uma capacidade instalada para a produção de 21 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, devendo atingir 30 milhões de toneladas até 2016 e 40 milhões até 2020. A proposta é chegar aos 100% de área mecanizável colhida sem o uso de fogo e estender a mecanização ao plantio e replantio. Atualmente a empresa realiza a transferência da mão de obra, que hoje trabalha manualmente, para uma mão de obra qualificada e treinada, que utiliza equipamentos mecânicos em melhores condições de trabalho, com acesso a melhores salários. O fim da colheita manual, longe de gerar um problema social, resultará na capacitação e no aumento da produtividade dos atuais colaboradores que têm condições adequadas ao trabalho em lavouras com o dobro do tamanho. A perspectiva para a abolição da colheita manual de cana é imediata e já alcança patamares superiores a 90%. 1.2, HR1 e HR2

Discussões para o Crescimento Sustentável 4.13 e SO5

A Bunge participa da discussão mundial sobre políticas públicas que venham a promover o crescimento sustentável do setor de agronegócio do País. Para isso, conta com uma vice-presidência (Relações Institucionais, Comunicação & Sustentabilidade) e uma diretoria exclusiva (Relações Institucionais).

É uma das 17 empresas no mundo a integrar a New Vision for Agriculture, organização que reúne lideranças mundiais comprometidas com o desenvolvimento. Criada pelo Fórum Econômico Mundial em 2011, tem como objetivo a elaboração de um plano de ação para ampliar a segurança alimentar capaz de respeitar o meio ambiente ao mesmo tempo em que também promove o crescimento econômico. A proposta é, a cada década, elevar a produção agrícola em 20%, reduzir as emissões do setor em 20% e diminuir a pobreza rural em 20%. A organização é o resultado do trabalho de 350 pessoas em todo o mundo.

A Companhia também ampliou o apoio direto às cooperativas de catadores de materiais recicláveis, aparelhando e capacitando 60 delas em diversas partes do País desde 2006.

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Agricultura Sustentável A Bunge está empenhada em sensibilizar e capacitar os produtores rurais para que produzam de modo a diminuir os impactos ambientais e maximizem a eficiência no uso dos recursos naturais finitos.
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Mudanças Climáticas Podem trazer impactos significativos para
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Dietas Saudáveis Oferta de produtos alimentícios seguros e benéficos à saúde. A Bunge trabalha para identificar as necessidades dos clientes e consumidores e disponibilizar alimentos cada vez melhores no mercado.
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Redução de Resíduos Desenvolvimento de mecanismos e processos para a redução nos processos industriais e ampliação do uso racional da água e outros recursos não renováveis no gerenciamento da eficiência operacional.