Mudanças Climáticas EC2

As mudanças climáticas podem trazer impactos significativos para a produção de alimentos em todo o Planeta. Assim, a Bunge trata esse assunto como um fator-chave de sua Plataforma de Sustentabilidade.

Ao se precaver a esses impactos, a Bunge impede a limitação de sua capacidade de produção de alimentos e bioenergia e evita prejuízos provenientes da oscilação nos preços das commodities agrícolas ou do reflexo das mudanças para os produtores que negociam com a empresa.

A produção de alimentos e fertilizantes com níveis reduzidos de emissão de Gases do Efeito Estufa representa um dos principais desafios para a Bunge. A meta de redução de emissões de gases de efeito estufa, para a Bunge Brasil, é de 1%. EC2

O segmento de Fertilizantes registrou uma redução de 47,3% no consumo de energia direta de fontes fósseis se comparada à quantidade de energia direta consumida em 2010. Essa queda se deve principalmente a uma redução significativa de produção em uma linha de processo do negócio de fertilizantes durante o ano de 2011, que implica também redução de emissões diretas de Gases de Efeito Estufa.



Metas e Resultados

A Bunge Brasil, em 2011, deu continuidade ao esforço para a redução dos gases causadores do efeito estufa, na criação de mecanismos para a redução do impacto das atividades e a promoção de ações e processos para contribuir com a qualidade da produção de alimentos. Confira as metas:





A área de Alimentos deve utilizar 100% de madeira de florestas plantadas na composição das fontes renováveis, até o final de 2012, na matriz energética

  • Meta atingidaA meta foi antecipada, pois a área de negócio atingiu o objetivo em 2011.


Acabar com as queimadas para a preparação das áreas de cultivo

  • Meta em andamento A Bunge se antecipou ao protocolo agroambiental do Estado de São Paulo que estabelecerá, em 2014, o fim das queimadas para a preparação das áreas de cultivo. A empresa terminou o ano com mais de 90% de colheita mecanizada. A meta para o final de 2012 é chegar aos 100% de área mecanizável colhida sem o uso de fogo.


Reduzir as emissões em 1%, com base nos levantamentos de 2010, até 2013, para as áreas de alimentos e fertilizantes

  • Meta em andamento – As áreas de alimentos e fertilizantes reduziram em 20% suas emissões com relação ao ano de 2010. Essa redução se deve, principalmente, a um aumento na participação da biomassa na matriz energética da empresa, a uma redução no consumo de combustíveis fósseis e à sazonalidade das emissões decorrentes do consumo de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional.


Reduzir o consumo de água em 5%, com base nos levantamentos de 2010, até 2013, para as áreas de alimentos e fertilizantes

  • Meta em andamento – Não foi identificada redução no consumo de água de 2010 para 2011. A Bunge Brasil está trabalhando por meio da identificação de oportunidades de redução, que continuam sendo avaliadas na produção industrial da empresa. 1.2

Emissões 3.9, EN16 e EN17

O total de emissões diretas e indiretas de Gases de Efeito Estufa (GEE) em 2011 foi 20% mais baixo do que no ano anterior, considerando-se as áreas de Alimentos & Ingredientes e Fertilizantes. Em 2011, com a operação das usinas adquiridas pela Bunge e consolidação da gestão sobre as demais, realizou-se o primeiro levantamento de emissões, que traz também as operações agrícolas. O comparativo sobre a evolução para todas as operações será possível a partir do próximo relatório.

EMISSÕES DIRETAS (ESCOPO 1) (unid. tCO2e)




Observação: o escopo das Emissões de Gases de Efeito Estufa da Bunge Brasil abrange as seguintes operações:

  • Unidade de Negócio de Fertilizantes: todas as operações industriais.
  • Unidade de Negócio de Alimentos: estão contempladas as operações industriais de Crushing & Edible Oils.
  • Unidade de Açúcar & Bioenergia: foram considerados os processos industriais e o consumo de combustível das operações agrícolas de todas as usinas. Os dados de emissão dessa unidade de negócio começaram a ser monitorados em 2011.

 

 

EMISSÕES INDIRETAS (ESCOPO 2) (unid. tCO2e)

EMISSÕES TOTAIS (ESCOPO 1 e 2) (unid. tCO2e)

O levantamento se refere aos gases emitidos na geração de vapor em caldeiras, gases emitidos indiretamente pelo consumo de energia elétrica nas operações fabris, bem como maquinário diretamente relacionado às operações produtivas. A partir de 2011, o cálculo de emissões de GEE da Bunge Brasil segue a metodologia do Programa Brasileiro dos Gases de Efeito Estufa (para mais informações, acesse www.ghgprotocolbrasil.com.br). Por essa metodologia, as emissões decorrentes do consumo de biomassa são classificadas em duas categorias: biogênicas e não biogênicas. As emissões de origem biogênica estão relacionadas ao CO2 retirado da atmosfera durante o processo de fotossíntese e, dessa forma, é possível considerá-lo “carbono neutro”. Já as emissões de origem não biogênica são advindas da emissão de CH4 e N2O, que não podem ser considerados neutros em virtude de esses gases não serem removidos da atmosfera durante o crescimento da biomassa. Os esforços para o aumento na utilização de fontes de energia alternativas foram mantidos.

EMISSÕES DIRETAS BIOGÊNICAS – BIOMASSA (unid. tCO2eq)

 
 

Emissões Evitadas

A Bunge Brasil, com o objetivo de obter uma matriz energética cada dia mais limpa, investe no uso de fontes de energia renováveis. Para isso busca utilizar diferentes tipos de biomassa, como lenha, subprodutos culturais, bagaço de cana e outros em substituição aos combustíveis de origens fósseis. 3.9 e EN18

EMISSÕES EVITADAS DE GEEs (unid. tCO2e)


Projetos MDL e Créditos de Carbono

A Bunge possui uma área dedicada ao aproveitamento de créditos de carbono resultantes de operações que aproveitam as necessidades de mitigação das mudanças climáticas como oportunidades de negócio.

Em 2011, os projetos MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) geraram uma redução de emissões de GEE nos setores de fertilizantes e energia renovável da ordem de 350 mil toneladas de CO2eq. em todo o País. O detalhamento é confidencial, porém pode-se registrar que esse resultado foi obtido por meio do financiamento de projetos dessas linhas cujos créditos obtidos foram, posteriormente, comercializados de acordo com os preceitos do Protocolo de Kyoto. O total de carbono desses projetos corresponde supera em 23% o total das emissões da Bunge, no período (escopo 1 e 2 do Protocolo dos Gases de Efeito Estufa – GHG), o que equivale a dizer que a empresa opera proporcionando saldo vantajoso de CO2eq, o que ajuda diretamente no combate do aquecimento global. Em 2012, a Bunge passa a operar também no mercado de carbono voluntário. EC2

Por meio de um cálculo hipotético, é possível inferir que, ao utilizar biomassa para suprir suas necessidades energéticas em vez de combustíveis fósseis (como o óleo combustível), as unidades de negócio Alimentos e Fertilizantes evitaram a emissão do equivalente a 571.325 toneladas de CO2eq, conforme demonstrado no gráfico acima. A redução das emissões evitadas é se dá pelo menor uso de energia direta entre 2010 e 2011. Em 2011, foi consumido menos energia direta pelas Unidades de Negócio Alimentos e Fertilizantes, ocasionando em uma redução nas emissões evitadas.

As unidades de negócio Alimentos & Ingredientes e Fertilizantes evitaram a emissões equivalentes a 571.325 toneladas de CO2eq

Iniciativas para Reduzir as Emissões de Gases de Efeito Estufa e as Reduções Obtidas EN18

A Bunge já opera com 93% de fontes renováveis em sua matriz energética, ante 47,5% da média do setor produtivo no Brasil (fonte: Balanço Energético Nacional 2011). A empresa também antecipou, para 2011, sua meta de uso de madeira 100% proveniente de reflorestamento, que tinha como alvo o ano de 2012.

Mais de 72% da matriz energética do negócio Fertilizantes é composta por combustível de origem renovável (biomassa). A área de Alimentos & Ingredientes trabalha com 92% de fontes renováveis, índice que chega a 93% na área de Açúcar & Bioenergia. As emissões de CO2 referentes a essa queima têm um impacto potencial menor comparado às emissões de queima de fontes não renováveis.

A Bunge registrou aumento do desempenho da utilização de energéticos para geração de calor/vapor e seleção de materiais por potencial energético. A exemplo de 2009 e 2010, algumas iniciativas em substituição de fontes energéticas foram implantadas e também contribuíram em parte com a redução de emissões por tonelada produzida nas unidades industriais da empresa.

Quanto às emissões de substâncias destruidoras da camada de ozônio, por peso, a Bunge não registra emissões significativas desse tipo associadas diretamente aos seus processos produtivos.

Outras Emissões Indiretas Relevantes de Gases de Efeito Estufa (GEE)

Em razão de sua ampla rede de fornecedores espalhados por todo o País, a Bunge Brasil ainda não tem capacidade para calcular as emissões por causa do escopo 3 de forma sistemática, entretanto, vem trabalhando em seus processos internos para a implementação desses cálculos a médio prazo.

Emissões de Substâncias Destruidoras da Camada de Ozônio, por Peso EN19

A Bunge Brasil não apresenta emissões significativas de substâncias destruidoras da Camada de Ozônio. A área de Alimentos, apesar de utilizar gases de refrigeração em suas câmaras frias, também não apresenta emissões significativas de tais substâncias, pois esses gases são utilizados em ciclo fechado.

Outras Emissões EN20

A área de negócio de Fertilizantes realiza a medição das emissões de NOx , SOx , material particulado e amônia. Nas unidades de Alimentos e Açúcar & Bioenergia as emissões desses gases (quando aplicáveis) seguem a legislação ambiental, entretanto, não existem dados de medição para essas substâncias, assim como na unidade de negócio de Agribusiness & Logística.

A área de Alimentos utiliza diversos processos para reduzir ou anular a significância e abrangência dos impactos ambientais, como:
  • planos de manutenção preventiva;
  • monitoramentos de processos para avaliação de oportunidades de melhoria em equipamentos;
  • controles de poluição atmosférica com lavadores de gases e captadores de pó;
  • gerenciamento de resíduos com reuso e reciclagem de materiais;
  • tratamento de efluentes líquidos industriais;
  • utilização de energias renováveis e programas de redução de consumo de energia em fábricas.

Em Açúcar & Bioenergia, o NOx e o SOx são gerados apenas na queima de combustíveis em máquinas e equipamentos da indústria e gerador a diesel, o que equivale a menos de 0,3% de toda energia consumida.

As emissões dessas substâncias pela área de Fertilizantes foram as seguintes:

Emissões atmosféricas (kg/ano) Fertilizantes
Amônia 19.817
Flúor 6.894
Material particulado (pm) 363.254
NOx -
SOx 89.334
TOTAL (kg/ano) 479.299


Energia

Consumo de Água EN8

As usinas de Açúcar & Bioenergia possuem outorga para captação de água para atividade industrial de acordo com o estabelecido, com vazão de referência entre 90% e 95% da vazão da fonte superficial, dependendo da legislação estadual. O mesmo se aplica para a área agrícola. Existem outorgas que condicionam as retiradas do recurso para não afetar significativamente as fontes de abastecimento.

A Bunge desenvolve mecanismos e processos para a redução do uso de água nos processos industriais e ampliação do uso racional da água e outros recursos não renováveis no gerenciamento da eficiência operacional.

A maior parte da água consumida pelas empresas Bunge é obtida pela captação em rios, lagos, áreas úmidas e poços artesianos. A área de negócio de Fertilizantes é caracterizada pelo baixo consumo de água em seus processos produtivos na maioria de suas unidades. Nas unidades que utilizam água no processo, que são Ponta Grossa e Rio Grande, esse consumo é atenuado pelo uso de água de chuva em seus processos de produção. Todas as usinas possuem outorga para as captações para a sua atividade e, portanto, não há restrições quanto ao seu uso.

O menor volume de água é fornecido pela rede de abastecimento público. As operações Esmagamento e Óleos Comestíveis (Crushing e Edible Oils) não se caracterizam por serem grandes consumidoras de água se comparadas com indústrias onde a água é matéria-prima. Nas fábricas em operação, esse recurso tem seu uso associado a utilidades (resfriamento, etc.). Com base nesse fato, tecnicamente, o recurso em quase sua totalidade é retornado para a mesma bacia hidrográfica do qual foi retirado.

Não existem fontes hídricas significativamente afetadas pelas atividades da Bunge Brasil.

Consumo de água por fonte (em m3) Alimentos Açúcar &
Bioenergia
Fertilizantes Bunge Brasil
  2011 2010 2011 2011 2010 2011 2010
Água de superfície 178.766 204.781 20.702.175 - - 20.880.941 204.781
Água subterrânea 3.521.504 3.462.908 2.648.018 134.071 143.939 6.303.593 3.606.847
Abastecimento público 459.474 457.443 - 98.968 104.57 558.442 562.030
Água de chuva - - - 29.008 - 29.008 -
Total 4.159.744 4.125.132 23.350.193 262.047 248.526 27.771.984 4.373.658

O crescimento no consumo de água, comparativamente ao ano de 2010, foi motivado principalmente pela inclusão, em 2011, dos dados de consumo da área de Açúcar & Bioenergia. O comparativo sobre a evolução desse indicador será possível a partir do próximo relatório.

Total e percentual de água reutilizada e reciclada EN10

Os níveis de reciclagem/reutilização na Bunge têm se mantido pelo fato de que nenhum novo processo fabril foi implantado. Uma vez que a qualidade da água é uma variável muito importante em áreas de fabricação, os esforços têm sido direcionados para a redução do desperdício e no reuso em atividades de suporte (limpeza, etc.).

Água reutilizada/reciclada – 2011
Captação total de água (m3) 27.771.984
Volume de água reutilizada/reciclada (m3) 11.485.017
Percentual de reuso/reciclagem 41

Nas usinas, todos os efluentes líquidos são reaproveitados e reutilizados no processo. Esse reaproveitamento é direcionado tanto para o processo industrial quanto para a área agrícola.

Na unidade de Alimentos, o total de água reciclada ou reutilizada chegou a 220.882,4 m³, o equivalente a 5,3% do total consumido em operações de esmagamento e óleo comestível (Crushing e Edible Oil). Os níveis de reciclagem/reutilização têm se mantido uma vez que não houve a implantação de novos processos fabris.

Além de manter controles na manutenção e limpeza de sistemas em refinarias, a água reaproveitada tem as seguintes aplicações:

  • Recirculação de águas nos sistemas de resfriamento e lavagens de cana, que são circuitos fechados.
  • Águas residuárias, que são incorporadas na vinhaça e utilizadas na fertirrigação.
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