Declaração
de garantia

Bunge Brasil

A BSD Consulting executou a verificação independente do processo de elaboração do Relatório de Sustentabilidade Edição 2012 da Bunge, desenvolvido de acordo com as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI).

Independência

Trabalhamos de forma independente e asseguramos que nenhum integrante da BSD mantém contratos de consultoria ou outros vínculos comerciais com a Bunge. A BSD Consulting é licenciada pela AccountAbility como provedor de garantia (AA1000 Licensed Assurance Provider), sob o registro 000-33.

Nossa Competência

A BSD Consulting é uma empresa especializada em sustentabilidade. Os trabalhos foram conduzidos por uma equipe de profissionais experientes e capacitados em processos de verificação externa.

Responsabilidades e limitações

O relatório de sustentabilidade é elaborado pela Bunge, responsável por todo o seu conteúdo. Os objetivos da declaração de garantia são informar às partes interessadas as conclusões da BSD sobre a aderência aos três princípios da AA1000AS 2008 e sobre a credibilidade das informações publicadas no relatório. A verificação de dados financeiros não foram objeto dos trabalhos da BSD Consulting. Adicionalmente, a declaração de garantia da BSD propicia a confirmação do nível de aplicação do modelo GRI-G3.

Objetivos e Escopo

O processo de verificação tem o objetivo de proporcionar às partes interessadas da Bunge uma opinião independente sobre a qualidade do relatório, os processos de gestão de sustentabilidade, a aderência aos princípios da AA1000AS 2008 e a continuidade dos processos estabelecidos. O escopo de nossos trabalhos abrange as informações contidas no Relatório de Sustentabilidade Edição 2012 da Bunge, em sua versão completa, do período de 1º de janeiro de 2011 a 31 de dezembro de 2011.

Metodologia

A verificação independente do relatório foi conduzida de acordo com o padrão AA1000AS 2008 (AA1000 Assurance Standard 2008), tipo 1, proporcionando um nível moderado de assurance. O processo abrange a avaliação da aderência aos três princípios da AA1000AS: inclusão, materialidade e capacidade de resposta.

Os procedimentos desenvolvidos durante os trabalhos incluem:

  • revisão do conteúdo do relatório de sustentabilidade;
  • entendimento do fluxo dos processos de obtenção e geração das informações para o relatório de sustentabilidade. Não foi papel da BSD validar os dados quantitativos;
  • análise de informações da mídia em geral, sites e bases legais;
  • entrevistas com gestores de áreas-chave em relação à relevância das informações para o relato a gestão da sustentabilidade;
  • entrevistas presenciais com vice-presidentes e diretores da empresa;
  • quando relevante, verificação de informações sobre o desempenho de sustentabilidade com o entendimento do corpo diretivo da empresa;
  • análise das evidências das consulta a stakeholders externos à distância;
  • análise da relevância das informações do relatório de sustentabilidade do ponto de vista de públicos externos.

Principais Conclusões sobre a Aderência aos Princípios AA1000AS 2008

1. Inclusão – aborda a participação de stakeholders no desenvolvimento de um processo de gestão de sustentabilidade transparente e estratégico.

  • Em 2011, a Bunge realizou o processo de consulta a stakeholders pelo painel presencial em São Paulo. Áreas de negócios selecionadas indicaram stakeholders para o processo, com foco nos relacionamentos com os mercados, no entanto, não há um critério formal de priorização e seleção dos stakeholders do ponto de vista da sustentabilidade. Para o próximo ciclo recomenda-se que a empresa amplie o engajamento com as comunidades e outros públicos relevantes das unidades operacionais onde atua, indo além das audiências públicas, por exemplo, por meio do programa Bunge Natureza. É importante garantir a inclusão de grupos de stakeholders ainda não consultados, contemplando os impactos, a influência e a abrangência da atuação da empresa de forma satisfatória.

  • O Comitê Executivo da Bunge Brasil, responsável pela tomada de decisões, é formado pelo Chief Executive Officer (CEO) e por vice-presidentes, incluindo nova vice-presidência de Relações Institucionais, Comunicação & Sustentabilidade, que tem como foco estratégico transitar pelo governo e pelo setor, com o objetivo de atuar em parcerias para ampliação de malha logística, transporte e outras questões relevantes para o crescimento setorial e da empresa.

  • A área de sustentabilidade foi ampliada, incluindo novos colaboradores, buscando assim expandir a interação e a atuação transversal com outras áreas de negócio e de suporte da Bunge Brasil. É importante disseminar o conhecimento interno sobre o tema sustentabilidade em todos os níveis hierárquicos para integrar ações socioambientais nas atividades rotineiras e operacionais a fim de propiciar a busca de melhorias em gestão e inovação.

2. Materialidade (ou Relevância) – assuntos necessários para que os stakeholders tomem conclusões sobre os desempenhos econômico, social e ambiental da organização.

  • A definição dos temas materiais para o relatório foi feita pela área corporativa de sustentabilidade a partir da análise do processo de consulta a stakeholders externos, sendo a matriz o resultado dos temas de maior frequência para os stakeholders e a importância estratégica para a Bunge. A matriz é baseada nas interações desde 2008. Para o próximo ciclo, recomenda-se avaliar o contexto atual para que os temas estejam adequados ao período considerado no relatório.

  • A Bunge Brasil é uma empresa complexa e periodicamente passa por mudanças operacionais. Dessa forma, ressalta-se a importância da revisão periódica do processo de materialidade para que se chegue a resultados atualizados e consistentes, considerando o contexto da sustentabilidade para a empresa. Novas operações possuem impactos e questões distintas a serem consideradas no âmbito da sustentabilidade e devem ser incluídas na definição da materialidade para o próximo ciclo.

  • O relatório apresenta uma visão geral dos principais temas relevantes identificados nas consultas aos stakeholders externos realizadas nos últimos anos. É importante que a empresa aborde com mais profundidade os temas indicados, como: logística reversa, impactos pós-consumo, abordagem e gestão de emissões de transportes, impactos da biotecnologia na saúde dos consumidores e biodiversidade, gestão de riscos socioambientais na cadeia de fornecedores.

A Bunge Brasil demonstrou manter sua atuação com relação aos aspectos do direcionamento estratégico estabelecidos na Plataforma de Sustentabilidade. A seguir, salientam-se os principais fatos constatados:

  • Efeitos climáticos: manutenção do compromisso assumido pelo uso de fontes renováveis e alternativas de energia, pela autossuficiência em madeira de florestas plantadas e pela redução de queimadas para áreas de cultivo de cana-de-açúcar (colheita mecanizada). Houve revisão nos cálculos das emissões dos Gases de Efeito Estufa (GEE), incluindo as emissões diretas biogênicas (biomassa) e o uso dos fatores de emissão do Programa Brasileiro do GHG Protocol. Os benefícios do uso de biomassa são apresentados por um cálculo hipotético de emissões evitadas que não reflete a redução das emissões da empresa. É importante apresentar o posicionamento da Bunge quanto às emissões de GEE do escopo 3, incluindo logística e transporte.

  • Agricultura sustentável: houve a manutenção dos processos de cruzamento com as listas do Ibama, do Ministério do Trabalho e Emprego e da Moratória da Soja. No entanto, a Bunge pode aprimorar o processo de análise e gestão de riscos de fornecedores críticos com relação aos aspectos da sustentabilidade. É importante que a empresa desenvolva ações afirmativas para os fornecedores bloqueados para treinamentos de direitos humanos e em aspectos ambientais. No painel de stakeholders foi validada a Política de Biodiversidade e Uso da Terra.

  • Redução de resíduos: recomenda-se padronizar a gestão entre as áreas de negócio e alinhar os termos de recuperação, reutilização e reciclagem. Açúcar & Bioenergia possui um processo de retorno e reuso de embalagens bigbags, enquanto a Bunge Fertilizantes ainda não possui tal processo para as suas embalagens. A Bunge Alimentos mantem a coleta de óleo, mas ainda é preciso ampliar as parcerias relacionadas ao programa de coleta para que a reciclagem de óleo de cozinha atinja um patamar de larga escala.

  • Dietas saudáveis: o tema da saudabilidade está nos processos de pesquisa e desenvolvimento de produtos, mas faltam metas e objetivos claros para ampliação da gama desses produtos. A Bunge deve ter foco na comunicação responsável sobre as informações e rotulagens, atentando para os óleos com aditivos nutricionais. A matriz de materialidade aponta o tema "organismos geneticamente modificados" como um assunto de alto interesse dos stakeholders, por isso, é relevante apresentar o posicionamento da Bunge com relação ao uso, à rotulagem e aos impactos na saúde dos consumidores. Salienta-se a importância de disponibilizar novas opções de produtos focados em saudabilidade (baixos teores de gorduras, sódio e açúcar) com informações claras e adequadas nas embalagens, nos rótulos e em outros canais de comunicação da empresa.

3. Capacidade de Resposta – aborda as ações tomadas pela organização em decorrência de demandas específicas de stakeholders.

  • O relatório apresenta as metas cumpridas no período, mas estas não são divulgadas continuamente nem as metas futuras de médio e longo prazos. Dessa forma, é importante abordar de maneira clara quais são as prioridades estratégicas, os desafios, os impactos, os riscos futuros e os objetivos da empresa relacionados à sustentabilidade.

  • Há uma tendência na publicação de informações favoráveis; o relatório não trata de forma equilibrada os pontos positivos e críticos, ainda que relate alguns eventos negativos de forma pontual.

  • A gestão socioambiental continua sendo integrada às áreas de negócio da Bunge Brasil por meio de grupos de trabalho, com foco em meio ambiente, saúde e segurança. Esses grupos têm buscado atuar no alinhamento de conceitos e formas de medição de indicadores de sustentabilidade; no entanto, alguns conceitos ainda não estão padronizados nas áreas de negócio.

  • Durante o ano de 2011 houve mudanças na estrutura organizacional interna e mudanças significativas no quadro de colaboradores, o que tornou o monitoramento das informações pouco padronizado e passível de equívocos. Ressalta-se que a empresa deve estabelecer um processo sistemático e confiável de coleta dos indicadores socioambientais. Os indicadores chegam em formatos distintos à área de sustentabilidade durante o processo de consolidação, (e-mails, planilhas sem fórmulas e memória de cálculo).

  • Foram incluídos nos indicadores socioambientais os dados de Açúcar & Bioenergia; no entanto, as informações apresentadas no relatório, como os indicadores de energia e resíduos e de saúde e segurança ainda não abrangem todas as usinas.

  • Foi divulgada a nova Política de Biodiversidade e Uso da Terra que aborda os temas socioambientais críticos do setor, incluindo questões da cadeia de fornecedores e biodiversidade. Para o próximo ciclo, recomenda-se divulgar planos e metas da empresa para o desdobramento da política em procedimentos e práticas, aplicados a cada área de negócio.

Nível de Aplicação GRI-G3

Seguindo as orientações das diretrizes GRI-G3, a BSD declara que o Relatório de Sustentabilidade Edição 2012 da Bunge é classificado como Nível de Aplicação A+. O relatório apresenta os itens relacionados ao perfil da empresa e fornece descrição dos processos de gestão e abordagens da sustentabilidade. São fornecidas informações relacionadas a todas as categorias de indicadores de desempenho: econômico, ambiental, direitos humanos, práticas trabalhistas, sociedade e responsabilidade pelo produto. Foram identificadas oportunidades de melhoria no relato dos itens de perfil de estratégia e análise (1.1 e 1.2), em governança corporativa e engajamento (4.4, 4.6, 4.10, 4.11, 4.15 e 4.17). Tratando-se de formas de gestão e indicadores de desempenho, há possibilidade de aprimoramento no relato das informações ambientais, sociais e do suplemento setorial (por exemplo, biodiversidade, impactos de transportes, direitos humanos na cadeia de valor, compras certificadas e comunicação sobre produtos aos clientes e consumidores). Os indicadores de bem-estar animal do suplemento setorial não são aplicáveis às operações da Bunge.

Considerações Finais

Na visão da BSD Consulting, a Bunge está buscando consolidar a gestão de sustentabilidade por meio da implementação de ações específicas alinhadas à Plataforma de Sustentabilidade. Ressaltamos a necessidade de evoluir na integração das práticas de sustentabilidade em conjunto com as áreas de negócio, de suporte e unidades operacionais, buscando aprimorar também o engajamento com stakeholders externos.

São Paulo, 24 de julho de 2012



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