Avaliação de riscos e oportunidades

Condições climáticas adversas e mudanças no padrão de clima podem afetar a disponibilidade, a qualidade e o preço das commodities agrícolas e seus derivados, com efeitos expressivos na originação de matéria-prima e, como decorrência, nas operações e no resultado da empresa. Os potenciais impactos físicos das mudanças climáticas são incertos e podem variar conforme a região e o cultivo, podendo incluir alterações nos padrões de precipitação, escassez de água, intensidade e alteração dos níveis de temperatura.

A empresa identifica e acompanha qualitativamente todos os riscos e as oportunidades relacionados às mudanças climáticas e considera relevantes os estudos disponíveis sobre o tema, em especial o relatório preparado pela Unicamp e pela Embrapa. 

Clique aqui para baixar o relatório.

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Diferentemente de 2014, em 2015 não ocorreram fenômenos climáticos adversos tão significativos para as operações da empresa. Apesar disso, o uso eficiente de água em nossas operações segue sendo prioridade de nossa gestão operacional, com a implantação de aprimoramentos e melhorias. 

O Brasil precisa aumentar a produção de grãos em 40% para suprir a demanda global de alimentos entre 2010 e 2020, sem abandonar o foco na redução das emissões.
Fonte: Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (GV Agro)

 

Certificações em sustentabilidade   

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O agronegócio é atualmente responsável por grande parte do resultado econômico-financeiro da economia brasileira. É um setor em constante crescimento, que promove a geração de emprego e renda, divisas, inovação e conhecimento, além do desenvolvimento de uma matriz energética renovável.

No caso específico de biocombustíveis, a União Europeia publicou em 2009 a Diretiva conhecida como Renewable Energy Directive (RED), que exige que seus estados-membros aumentem a quota de energia renovável até 2020. Ainda que tenha sofrido revisões, a RED estabelece requisitos de sustentabilidade na produção de biocombustíveis e suas matérias-primas, envolvendo a produção de biomassa e definindo percentuais de redução na emissão de gases de efeito estufa (GEE), que podem ser comprovados por padrões de certificação.

Da mesma forma, o governo dos EUA, por meio da Environmental Protection Agency (EPA), também estabeleceu critérios de sustentabilidade aplicáveis na importação de etanol de cana-de-açúcar e seus derivados, que incluem dados sobre as emissões de GEE na produção da biomassa.

Ciente dessas tendências, a Bunge Brasil, em seu negócio de Açúcar & Bioenergia, atua desde 2011 no mercado de açúcar e etanol certificados, conforme o padrão Bonsucro. Atualmente, são três usinas certificadas, produzindo aproximadamente 4,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar certificada, o que permite a comercialização de etanol e açúcar em locais que exigem a certificação.

 

Certificação de soja sustentável

A Bunge atua desde 2012 no mercado de soja certificada para exportação à Europa. Nesse caso, é utilizado o padrão Biomass Biofuel Sustainability Voluntary Scheme (2BSvs) que, assim como o Bonsucro, é reconhecido pela Diretiva Europeia para a produção sustentável de biocombustíveis. Em 2015, foram exportadas cerca de 360 mil toneladas de soja certificadas nesse padrão – volume 50% superior ao exportado em 2014.

O padrão 2BSvs determina alguns critérios para que a biomassa seja considerada sustentável. Entre eles, destacamos:

  • A soja não pode ser produzida em áreas desmatadas após janeiro de 2008;
  • As fazendas não podem estar localizadas no interior (ou adjacentes, num raio de 10 km) de unidades de conservação ou terras indígenas;
  • As fazendas devem respeitar a legislação ambiental;
  • A soja não pode ser plantada em áreas de turfeiras ou alagadas.

 

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