Conheça nossos segmentos de atuação

Agronegócio, Alimentos & Ingredientes e Açúcar & Bioenergia são as três áreas de atuação da Bunge no Brasil. Não houve qualquer mudança significativa no perfil organizacional no período relatado. 

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Agronegócio

Com oito unidades de esmagamento de grãos, cinco terminais portuários e mais de 60 silos distribuídos pelo Brasil, a Bunge é líder em compra, processamento e comercialização de oleaginosas, como soja, milho e caroço de algodão. Em 2015, mais de 8.500 produtores fizeram parte de nossa cadeia de fornecimento. .

Como resultado dessa parceria, a empresa adquire anualmente mais de 23 milhões de toneladas de grãos, entre soja, milho e caroço de algodão. Parte desse volume é processado e destinado à produção de farelos e óleo vegetal bruto, que atende a clientes de diversos segmentos, como alimentação animal e food service, além da indústria de biocombustíveis. A outra parte é destinada à exportação para clientes asiáticos e europeus.

Toda a originação da empresa é feita de acordo com os compromissos públicos que assumimos, referentes ao combate ao desflorestamento e à promoção de melhores práticas socioambientais na agricultura.

Em 2015, a Bunge Limited, por meio da Diretoria Global de Sustentabilidade, publicou a Política Global de Não Desflorestamento. Esta política é aplicável às nossas operações em todo o mundo e a todas as commodities comercializadas e processadas pela empresa. O objetivo da iniciativa é eliminar o desflorestamento de nossas cadeias de suprimentos agrícolas ao redor do mundo, empregando metodologias comprovadas que evitem emissões de carbono e protejam a biodiversidade. Veja mais sobre esta política em Políticas e Gestão de Risco.

Outras políticas também são aplicáveis, destacando-se a Política de Sustentabilidade, de Relacionamento com Fornecedores, de Biodiversidade e Uso da Terra e a de Originação de Óleo de Palma.

Escola de Excelência

O profissionalismo da nossa equipe de compradores não é casual. Todos os profissionais que atuam na originação de grãos participam de um programa de formação chamado Escola de Negócios, que é um modelo para toda a Bunge. Com formato presencial modular, a Escola de Negócios permite que estes profissionais equalizem e aprofundem conhecimentos, além de facilitar a troca de experiências entre todos. Em 2015, ano em que o programa foi realizado pela quinta vez, participaram 330 funcionários de sete localidades do país.

Estrutura de mercado, mercado atual e futuro, planejamento comercial, negociação e cadeia de valor do agronegócio são alguns dos conhecimentos técnicos ou competências aprendidos pelo grupo.

Outro diferencial deste programa é que os professores são da própria Bunge, profissionais considerados referência em cada tema e preparados para serem multiplicadores internos.

Além de propiciar diferentes opções de comercialização de produtos, a Bunge tem uma enorme capacidade logística, alcançando com eficiência diversos pontos do território nacional e do exterior. Para isso, utilizamos diferentes modais de transporte, conectando fazendas, silos, transbordos, fábricas e portos, por rodovias, ferrovias e hidrovias. A logística é essencial para a Bunge, pois somos a maior exportadora do agronegócio brasileiro e a terceira maior exportadora do país.

Novo silo no Piauí

Focada na expansão em regiões estratégicas de produção, a Bunge inaugurou em 2015 o silo de Santa Filomena, no Piauí, com capacidade de armazenamento de 32 mil toneladas de soja. Além do crescimento da capacidade de armazenamento no estado – a companhia já mantém quatro silos na região e uma unidade de processamento de soja na cidade de Uruçuí –, o investimento proporciona uma logística mais vantajosa com relação à exportação do produto e intensifica a parceria da Bunge com os produtores locais. Com este empreendimento, a Bunge gerou dezenas de empregos diretos e indiretos na região.

 

Nossas operações em 2015 revelam números impressionantes, suportados pela estratégia de ampliar a eficiência das unidades e também a utilização dos modais ferroviários e hidroviários, diversificando a matriz logística brasileira, ainda muito dependente do transporte rodoviário.

Foram quase 30 mil caminhões em 602 mil viagens pelo território nacional. Por via férrea, movimentamos mais de 8,7 milhões de toneladas, em mais de 134 mil vagões de carga. Um outro modal importante foi o fluvial, com cerca de 58 viagens de comboios de barcaças, somando 2,3 milhões de toneladas transportadas. Nossos grãos carregaram aproximadamente 673 navios, levando os produtos brasileiros a diversos países do globo.

Potencializamos a operação do complexo portuário Miritituba-Barcarena, inaugurado em 2014. Trata-se de uma importante rota para escoamento dos grãos produzidos na região Centro-Oeste, até o Terminal Fronteira Norte (Terfron), localizado no município de Barcarena, no Pará. Parte importante da produção de grãos do Centro-Oeste, que antes era escoada pelos portos das regiões Sul e Sudeste, passa agora pela hidrovia Tapajós-Amazonas. Todo esse novo trajeto tem avaliação de impacto nas zonas de influência, em parceria realizada com a ONG internacional TNC (The Nature Conservancy), em um projeto iniciado em 2013 e com duração de cinco anos. A parceria visa, também, aprimorar as operações das propriedades que originam os grãos para o complexo, tornando-as mais eficientes do ponto de vista ambiental (veja capítulo de Agricultura Sustentável).

O empreendimento no novo complexo portuário gerou ganho socioeconômico e ambiental, com estímulo à prosperidade e ao desenvolvimento no Norte do país, desafogando o sistema logístico das regiões Sul e Sudeste, que há muito tempo estão operando acima da capacidade. Além de ser um dos terminais portuários mais modernos do Brasil, o Terfron compõe uma alternativa mais eficiente e sustentável, já que diminui substancialmente as distâncias percorridas para a exportação da soja e do milho da região Centro-Norte do Mato Grosso até os mercados consumidores no exterior.

Hoje estamos presentes também nos portos de Rio Grande, São Francisco do Sul, Paranaguá, Santos, Vitória, Salvador, São Luís e Itacoatiara, por meio dos quais o país realiza 96,5% das exportações de soja, milho, farelo e óleo de soja.

A Bunge opera uma fábrica de biodiesel no município de Nova Mutum (MT). A fábrica, que possui tecnologia de ponta e produção totalmente automatizada, tem a marca da sustentabilidade desde o produto em si – um combustível alternativo, que contribui para a redução de emissões – até a inclusão de agricultores familiares na cadeia produtiva, com a compra de matéria-prima por eles produzida. A unidade é certificada com o Selo Combustível Social, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, permitindo melhor desempenho na comercialização do produto, já que o selo dá acesso a leilões de negociação do biodiesel no mercado brasileiro. Também contribui para intensificar a integração e disseminação de boas práticas agrícolas entre pequenos produtores rurais.

Com o Selo Social para biocombustíveis, mais de 5.800 agricultores familiares fizeram parte da nossa cadeia de valor em 2015.

A agregação de valor na cadeia da soja é um fator importante no mercado de biodiesel, em que competidores internacionais, como Argentina e China, atuam em concorrência direta com o Brasil. Nosso país perdeu competitividade nas exportações de produtos de maior valor agregado e, ao longo dos anos, vem exportando cada vez mais grãos e menos produtos processados, como óleo e farelo. No caso da Bunge, além da agregação de valor, o biodiesel é importante porque amplia nossa participação na cadeia.

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A empresa foi a primeira no Brasil a obter a certificação Biomass Biofuel Sustainability Voluntary Scheme (2BSvs), para compra, armazenamento e comercialização de soja, conquistada após auditoria independente ter comprovado nossa conformidade com os critérios de sustentabilidade estabelecidos pela Diretiva Europeia 2009/28/EC.

Alimentos & Ingredientes

O negócio Alimentos & Ingredientes da Bunge produz óleos, margarinas, maioneses, azeites, arroz, farinhas de trigo, molhos e atomatados, além de soluções em food service. Este portfólio coloca a Bunge entre as maiores companhias de alimentos e ingredientes do país.

Em 2015, demos continuidade à estratégia de crescer nos segmentos de Trigo, Consumo e Ingredientes. Consolidamos os diferentes sistemas de distribuição e canais de venda, impulsionando nossa presença no mercado. Mantivemos nossa liderança histórica em óleo de soja e novamente tivemos como destaque, no Nordeste do Brasil, as vendas e o reconhecimento da força da marca Primor, que pela quinta vez consecutiva recebeu o prêmio Top of Mind.

Marcas fortes, portfólio diversificado e investimento em melhorias são os principais diferenciais do negócio. Todos os processos produtivos são orientados por padrões de qualidade e segurança, desde o trabalho de pesquisa e desenvolvimento até a seleção dos fornecedores de insumos e matérias-primas.

A Bunge é a maior produtora do país no segmento de farinhas de trigo e pré-misturas para os mercados industrial, doméstico e de panificação, com moagem de mais de 1,5 milhão de tonelada por ano. 

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A companhia possui oito moinhos de trigo localizados estrategicamente de Norte a Sul do Brasil: Suape (PE), Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), Santa Luzia (MG), Tatuí (SP), Santos(SP) - dois moinhos - e Ponta Grossa (PR).

A estratégia de crescimento e de consolidação da liderança foi iniciada em 2013, com a aquisição do Moinho Vera Cruz, em Minas Gerais. Investimos em sua ampliação e modernização, e hoje a unidade opera em sua capacidade total, plenamente integrada à Bunge. Em 2014, anunciamos a construção do novo Moinho Fluminense, que será um dos mais modernos da América Latina e tem sua inauguração prevista para o segundo semestre de 2016. Em 2015, reforçamos nossa liderança com a aquisição do Moinho Pacífico, em Santos (SP), mantendo o foco na estratégia de crescer no mercado brasileiro de farinha de trigo.

Em constante evolução, a área de Pesquisa & Desenvolvimento diferencia-se com projetos para a diminuição de peso das embalagens, dois dos quais foram conduzidos e implementados em 2015. Nossos potes de margarina utilizam agora, em média, 3,8% a menos de matéria prima (plástico) na sua fabricação; também tivemos uma redução aproximada de 6% de papelão na caixa que é utilizada para armazenar nosso óleo de soja 900 ml (resultado alcançado por meio de padronização da embalagem). Alinhada à Política Nacional de Resíduos Sólidos, essa linha de trabalho visa reduzir os impactos das embalagens no pós-consumo.

Em 2015, o negócio registrou 13 casos de não conformidade com normas ou regulamentos relacionados a rotulagem de produtos, que acarretaram em advertências à empresa.

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Açúcar & Bioenergia

A Bunge ingressou no mercado mundial de açúcar em 2006, apenas comercializando o produto. Hoje é uma das maiores empresas no processamento de cana-de-açúcar no Brasil. A operação é realizada em oito usinas, localizadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Tocantins e Mato Grosso do Sul, com capacidade total para moer cerca de 21 milhões de toneladas de cana por ano, que são utilizadas na produção de açúcar, etanol e bioenergia.

A energia produzida em nossas usinas é limpa e 100% renovável, uma vez que é obtida a partir da queima do bagaço da cana-de-açúcar. Das oito unidades, seis estão aptas a exportar energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN) e, portanto, comercializar a energia elétrica produzida. Além disso, três usinas da Bunge têm a certificação Bonsucro, concedida por organização internacional, permitindo que parte do etanol e do açúcar produzido possa ser comercializado em mercados restritos (por exemplo, mercado europeu) ou possa compor a matéria-prima de cadeias sustentáveis como a indústria química e a de plásticos verdes.

Mais do que o benefício comercial, essa certificação valida a gestão das nossas usinas em relação às melhores práticas de sustentabilidade, uma vez que a Bonsucro estabelece princípios e critérios socioambientais que podem ser aplicados nas regiões de cultivo da cana em todo o mundo (saiba mais em Agricultura Sustentável).

Desde 2009, a Bunge é signatária do Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Cana-de-Açúcar, sendo reconhecida com o selo "Empresa Compromissada", outorgado pelo governo brasileiro. O acordo envolve empresários e trabalhadores do setor e tem por objetivo padronizar as boas práticas trabalhistas, superando os direitos garantidos pela legislação atual.

Em 2015, por meio da cogeração de energia, nossas usinas produziram bioenergia equivalente a 100% da necessidade de eletricidade da Bunge no país.

Entendemos que nossa responsabilidade alcança todos os elos da cadeia produtiva no setor sucroenergético. Por isso, o compromisso voluntário de aperfeiçoamento das condições de trabalho foi estendido aos nossos parceiros de negócio, que também devem assegurar a saúde e a segurança no campo. Com essa iniciativa, nosso objetivo é ser referência mundial no setor. Queremos elevar o padrão de atuação no mercado de açúcar e bioenergia, priorizando a conscientização, a capacitação, o reconhecimento de boas práticas e a aplicação de sanções, em caso de não cumprimento desse compromisso.

Operacionalmente, um dos destaques da gestão tem sido o aproveitamento de resíduos industriais, como torta de filtro, vinhaça e cinza de caldeiras, que substituem e reduzem a necessidade de aquisição de adubo mineral pelas áreas agrícolas. Em tais áreas, a Bunge também tem promovido a agricultura de precisão e técnicas conservacionistas como o plantio direto, manutenção de aceiros e das margens de rios.

Outro grande desafio foi o avanço na implementação do novo Código Florestal junto a nossos parceiros e fornecedores, com a regularização do CAR (Cadastro Ambiental Rural) nas propriedades que nos abastecem. Atualmente, o negócio de Açúcar & Bioenergia conta com aproximadamente 60% da área cultivada já cadastrada e 31% em processo de cadastramento. As demais áreas (9%) aguardam regulamentação do Programa de Regularização, por parte do estado, para realizar o cadastramento (dados-base: dezembro/2015).

O cadastramento vem acompanhado de outras iniciativas da empresa para implementação do Código Florestal, como palestras técnicas de orientação junto aos parceiros e fornecedores agrícolas, e a comunicação com comunidades rurais por meio de folders explicativos.

Usinas conquistam selo Energia Verde

A conquista do selo Energia Verde pelas usinas de Pedro Afonso (TO), Monteverde (MS) e Moema (SP) é o destaque do negócio de Açúcar & Bioenergia em 2015 e atesta que a energia elétrica gerada por essas unidades atende a critérios de eficiência energética, além das boas práticas agrícolas e industriais de sustentabilidade. O selo foi instituído pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), pelo governo paulista e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e indica ao consumidor que os produtos feitos pelas empresas que o detêm utilizam, em sua fabricação, energia elétrica gerada de forma limpa e renovável a partir do bagaço e da palha da cana-de-açúcar.

 

A área de Açúcar & Bioenergia tem, ainda, um compromisso na recomposição de áreas de preservação permanente adjacentes às usinas da Bunge. O compromisso estende-se por 1.181 hectares, dos quais 786 já foram totalmente restaurados. A usina Moema, no município paulista de Orindiúva, mantém um viveiro de mudas nativas de 120 espécies da Mata Atlântica e Cerrado, com capacidade de produção de 700 mil unidades. Certificado pelo Ministério da Agricultura, o viveiro está entre os dez maiores do estado de São Paulo e é referência na doação de mudas, capacitação, assistência técnica e divulgação de melhores práticas para o reflorestamento.

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