Nosso Relatório 2016

MARTUS TAVARES

Vice-presidente de Assuntos Corporativos

Apuração de dados e indicadores ambientais de todas as unidades da Bunge Brasil agora é realizada por um sistema único de gestão

O novo sistema (SGA) confere ainda mais agilidade, confiabilidade e eficiência ao Relatório de Sustentabilidade da Bunge, características de alta relevância para uma empresa que é referência em sustentabilidade no Brasil.

Esta é a 13ª edição de nosso Relatório de Sustentabilidade, documento que a Bunge Brasil publica anualmente desde 2003. Em 2005, começamos a aplicar as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI) e evoluímos até atingir o nível A+ da GRI/G3, por seis anos consecutivos. Fomos pioneiros nos setores de alimentos e de agronegócio ao adotarmos, em 2014, o primeiro relatório já no formato GRI/G4 em sua aplicação completa, chamada de "abrangente" (comprehensive). No ciclo atual, referente ao ano de 2015, mantemos a aplicação abrangente, junto com a publicação dos indicadores do suplemento setorial para Food Processing.

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Considerando nossos 110 anos de presença no Brasil, caracterizados pelo compromisso com a sustentabilidade, inovação e transparência, a elaboração desse Relatório é um processo baseado em equilíbrio, inclusividade e materialidade. Por meio deste documento publicamos nossas ações e resultados conquistados ao longo de 2015, bem como os desafios e perspectivas para os próximos períodos, ainda que a Bunge Brasil seja uma sociedade anônima de capital fechado no país e, portanto, não obrigada a divulgar informações.

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No último ano, nossa estrutura organizacional não sofreu alterações significativas. Desta forma, a abrangência das informações e dados segue a mesma do reporte de 2014, incluindo a área corporativa e as três unidades de negócio da empresa. O Moinho Pacífico, adquirido no final de 2015, ainda não faz parte do escopo deste Relatório. Assim, optamos pela forma mais sustentável de divulgação do documento - a plataforma digital - como a única a ser disponibilizada ao público, evitando cópias impressas. Os relatórios digitais de sustentabilidade da Bunge Brasil (2008 a 2014) já registraram mais de 65 mil visualizações. A partir de 2015, o Relatório de Sustentabilidade da Bunge Brasil passou a ser publicado apenas na versão digital e foi acessado em mais de 60 países. Os resultados do ano são também divulgados por outras formas de comunicação interna e externa, assegurando a utilização dos dados do relatório pelos nossos públicos. 

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O grande avanço na elaboração do Relatório deste ano é a implantação do Sistema Online de Gestão Ambiental, o SGA, em todas as nossas plantas industriais, nas três áreas de negócio, totalizando 26 unidades participantes. O SGA é um sistema que coordena a coleta, a análise e a consolidação dos indicadores ambientais da empresa, facilitando o acompanhamento e gerenciamento do desempenho no que diz respeito ao meio ambiente da Bunge, em tempo real. Para se ter uma ideia da dimensão desse sistema, o volume de dados inseridos no SGA mensalmente ultrapassa 1.700 e, durante todo o ano de 2015 superou a marca de 21.200 dados. São 36 pessoas envolvidas diretamente na utilização do sistema, o que representa, em média, um funcionário por unidade, um supervisor por negócio, além de toda a equipe da área de Sustentabilidade compilando os dados reportados para publicação no Relatório.

O SGA contempla oito indicadores gerais (incluindo "consumo de água", "energia" e "resíduos sólidos", por exemplo), e 68 indicadores específicos ou subdivisões que contribuem para o detalhamento da informação reportada. Por exemplo, o indicador "consumo de água" está subdividido em 5 indicadores específicos: Água adicionada no produto, Água de Chuva, Concessionária de Abastecimento, Subterrânea (Poços) e Superficial (Rios e Lagos). Apenas para o indicador "energia", o sistema possui 13 indicadores específicos.

Além de contribuir definitivamente para a centralização e a padronização de todos os indicadores ambientais da empresa, a implantação deste novo sistema nos permite manter um histórico dos dados reportados anteriormente para fins de comparação, gerar relatórios segmentados por diferentes níveis de interesse (seja por unidade ou área de negócio, por exemplo) e ainda estabelecer a relação entre os indicadores, conferindo controle e gerenciamento sobre informações de alta relevância para uma empresa que é referência em sustentabilidade no Brasil. Com o SGA temos informações claras e diretas sobre perdas e ganhos de eficiência, além de conteúdo suficiente para subsidiar ações de melhoria nos nossos processos produtivos.

É importante ressaltar ainda que, entre 2008 e 2013, adotamos padrões de verificação externa do Relatório de Sustentabilidade. Até então, essa checagem era realizada com o objetivo de comprovar a aplicação do nível A+ da GRI em nossas publicações. Com a migração para a versão G4, e por não haver mudança em nossa gestão, optamos por não realizar a verificação externa até que tal análise seja definida como de alta materialidade. 

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Ademais, revisamos a nossa Matriz de Materialidade para 2015, por meio de ações de engajamento e de consulta aos nossos principais stakeholders. Os aspectos mais relevantes mantiveram-se os mesmos, com a atualização pontual de um tema prioritário para a Bunge: Saúde e Segurança de seus funcionários. Em função disso, ampliamos o grau de importância deste tema na nossa Matriz de Materialidade, onde relacionamos os aspectos mais relevantes de nossa atuação com os de maior interesse de nossos públicos. Você pode encontrar mais informações a respeito desse tema no capítulo Engajamento de nossos públicos. O processo de construção da Matriz de Materialidade segue as seguintes etapas:

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Identificação

  • Matriz de materialidade de 2014
  • Benchmarking com outras empresas do setor
  • Análise da mídia e notícias do setor em 2015
  • Pesquisa contínua com stakeholders, via website
  • www.bunge.com.br/sustentabilidade
  • Pesquisa direcionada aos diversos grupos de stakeholders em 2015/2016
  • Publicação da GRI: Sustainability Topics for Sectors

Priorização

A priorização dos aspectos materiais foi realizada em consulta contínua aos stakeholders, que balizaram a Matriz de Materialidade da Bunge Brasil por meio das seguintes ferramentas:

  • Pesquisa contínua: realizada ao longo de 2015 pelo site da Bunge Brasil.
  • Pesquisa focada: realizada entre o fim de 2015 e início de 2016, enviada de forma personalizada a relevantes stakeholders da cadeia de valor, incentivando-os à discussão. Nessa fase, coletamos 116 respostas.
  • Pesquisa interna: em paralelo à pesquisa focada, solicitamos que os funcionários apresentassem seus pontos de vista em relação à sustentabilidade e apontassem formas de interação interna e principais pontos de desenvolvimento futuro. Recebemos 175 respostas.

Validação

A conclusão foi de que a matriz continua válida para o exercício de 2015, devido à sua sólida elaboração durante os anos anteriores, maturidade dos temas e relevância atualizada aos negócios, nos quais a empresa atuou no período. A matriz de materialidade foi, então, validada pela Vice-Presidência de Assuntos Corporativos, cujo representante integra o mais alto corpo de governança da Bunge, o Comitê Executivo (COE).

Com base na Matriz, foram identificados os indicadores relatados neste Relatório.

Nossa história no relato em sustentabilidade:

Clique sobre a capa do relatório para acessá-lo em PDF ou, se disponível, na versão online.

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