O projeto piloto, desenvolvido no entorno do Parque Nacional das Emas, que se estende do sudoeste de Goiás até Mato Grosso do Sul, contemplou 63 produtores rurais, que gerenciam 142 mil hectares. Desse total, 25 propriedades estão em processo de regularização e recuperação de 22.300 hectares de reservas legais e APPs.
Para prover os produtores de mudas de árvores nativas necessárias à recuperação das áreas, o projeto também estabeleceu um viveiro, em Chapadão do Sul. A iniciativa é a principal fonte de geração de renda para uma organização filantrópica que atua na comunidade. São produzidas 550 mil mudas por ano, entre espécies do cerrado e exóticas para a restauração de áreas naturais, além de eucalipto, como fonte energética alternativa à lenha nativa do bioma.
A segunda fase do projeto foi assinada em 2005 e inclui também o corredor de conservação de biodiversidade de Uruçuí–Mirador, localizado no sul dos estados do Piauí e Maranhão. Além de apoiar os produtores na adequação à legislação ambiental, a parceria busca a integração das iniciativas pública e privada no planejamento regional da paisagem, buscando compatibilizar as necessidades de conservação com o desenvolvimento regional. O planejamento possibilitará o estabelecimento da agricultura, observando a conservação da biodiversidade, com base na expansão de boas práticas de manejo. Isso implica o respeito aos recursos hídricos, o uso adequado do solo, a minimização das alterações no microclima e nas perdas de diversidade, além de possibilitar a alta produtividade agrícola, evitando questões de inadimplência ambiental.
O projeto coloca o proprietário rural como peça-chave para a proteção de áreas naturais e permite a conexão entre os produtores remanescentes e as unidades de conservação, efetivando os corredores de biodiversidade Emas–Taquari e Uruçuí–Mirador. A parceria com a Bunge concedeu capilaridade para que a proposta chegue ao maior número de propriedades por meio dos funcionários que atuam como multiplicadores. Propiciou à empresa, ainda, o aprimoramento de sua política de relacionamento com os fornecedores em relação a questões fundamentais para a conservação do cerrado e à responsabilidade ambiental, ou seja, o papel que todos têm no uso racional dos recursos naturais.
Saiba mais sobre os projetos de campo da parceria da Bunge com a Conservação Internacional
| A Conservação Internacional (CI) é uma organização privada, sem fins lucrativos, dedicada à conservação e utilização sustentada da biodiversidade. A missão da CI é preservar a biodiversidade global e demonstrar que as sociedades humanas podem viver em harmonia com a natureza. Fundada em 1987, em poucos anos a CI cresceu e se tornou uma das mais eficientes organizações ambientalistas do mundo. Atualmente, trabalha para preservar ecossistemas ameaçados de extinção em mais de trinta países distribuídos por quatro continentes. |
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